17/09/2014
Escolas de samba também estão preocupadas com a sustentabilidade.
“Sustentabilidade - Construindo um Mundo Novo" é o enredo da Império de Casa Verde para o carnaval deste ano em São Paulo. A escola traz o “verde” no nome e tem como símbolo um dos animais mais ameaçados de extinção no mundo: o tigre. Desta vez, ela quer mostrar em detalhes como é possível fazer um desfile inteligente no uso dos recursos. “O alumínio também brilha como uma lantejoula se bem usado. A cor de uma pena tingida pode se transformar em um canudo de refrigerante. Você pode produzir com uma matéria-prima barata e reciclada coisas maravilhosas", explica Alexandre Louzada, carnavalesco da escola de samba.
Esse tipo de preocupação também está nas escolas do Rio de Janeiro, conhecido pelos desfiles surpreendentes. O bicampeão do grupo especial, Paulo Barros, também inova nos bastidores da Unidos da Tijuca. Foi ele quem determinou o reaproveitamento de todos os materiais no barracão. “Eu já fiz carnaval com garrafa PET, latinha de cerveja, bambu, pano velho e resto de tecido. Se você pegar esse material e reciclar, o sabor é muito maior. Você tem o prazer de utilizar um material que, a princípio, aparentemente não servia para nada. Ver isso se transformar em arte é muito gratif**ante”, conta Barros.