27/05/2021
“Vou de boteco em boteco bebendo a valer
Na ânsia de esconder
As dores do meu coração
O mundo do samba e das artes plásticas chora a morte de Nelson Sargento”
em homenagem ao nosso querido Nelson Sargento.
Compositor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator, escritor e presidente de honra da Mangueira, Nelson Sargento é o que a gente pode chamar de um militante do samba. Com mais de 400 composições, compôs o primeiro samba-enredo, “Primavera”, também chamado “As quatro estações”, em parceria com o padrasto, Alfredo Português, em 1955. Aprendeu a tocar violão com Aluísio Dias, Cartola, Nelson Cavaquinho e Geraldo Pereira, passando a musicar os versos feitos pelo pai adotivo, que, apesar de português, era excelente letrista de samba.
A intimidade com as tintas começou cedo, aos 17 anos de idade, pintando paredes, mas a primeira exposição aconteceu na casa do jornalista Sérgio Cabral e o primeiro quadro foi vendido para Paulinho da Viola.
A vida de Nelson Sargento é dedicada à arte e à cultura. Ao longo desses 96 anos fez música, pintou quadros, escreveu livros, atuou como ator e, como não poderia deixar de ser, é um apaixonado por boteco. Como nós. E o seu amor pelos botecos da vida está na letra de alguns dos seus sambas.
“Fui fazer o meu samba. Na mesa de um botequim. Depois de umas e outras. O samba ficou assim”.
O BTC faz coro ao lamento da comunidade do samba e da Mangueira, em particular. Saudades eternas, Sargento!