11/09/2025
▶️ Acusação:
"Não devemos venerar a cruz, já que se trata de um instrumento de dor, pois Cristo morreu nela! Você veneraria o revólver que matou seu irmão?"
▶️ Resposta:
Ao olharmos para a cruz, recordamos a morte de nosso amado Salvador, que nela se entregou por nós. O que antes era instrumento de suplício e vergonha tornou-se, em Cristo, meio de salvação para nós e caminho de glória para Ele (cf. Fl 2,8-9).
Por isso São Paulo afirma, entre lágrimas, que “muitos se portam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3,18-19), e ainda proclama com firmeza: “Quanto a mim, não pretendo gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6,14).
Se a morte de meu irmão, causada por um revólver, trouxesse a salvação do mundo, eu não hesitaria em venerar esse objeto — não pelo instrumento em si, mas pelo amor e pela entrega que ele significou. Considerar a cruz de Jesus apenas como um instrumento de execução é uma meia-verdade, pois essa visão se aplica às cruzes dos dois ladrões crucificados com Ele.
A cruz de Cristo, porém, é diferente: sendo Ele inocente e sem culpa, transformou-a em sinal supremo de amor e misericórdia. Por isso, “a linguagem da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que se salvam, para nós, é força de Deus” (1Cor 1,18).
Assim, veneramos a cruz porque nela Cristo venceu o pecado e a morte, e dela fez brotar para o mundo salvação, vida e perdão. ☁️