Parece pedra, mas é flor

Parece pedra, mas é flor Um novo olhar para as questões da vida. Sobre perceber a intenção positiva nos situações que su

Hoje eu gosto de quem sou. Me orgulho de mim. Não foi sempre assim.Na minha infância me sentia insegura, inadequada reje...
24/07/2024

Hoje eu gosto de quem sou. Me orgulho de mim. Não foi sempre assim.
Na minha infância me sentia insegura, inadequada rejeitada, sempre colocada de lado.
Uma vontade enorme de pertencer de fazer parte, porém nunca me sentia pertencente.
Tinha uma enorme sede de liberdade, medo de conflitos, busca pela perfeição, e esses aspectos não se harmonizam entre si.
Um vazio que nunca soube explicar me acompanhou quase a vida toda.
A vontade de ser aceita me levava a querer ser “boa”, agradar, tentar ser perfeita. Eu gosto de ser boa (hoje sei a diferença entre boa e boba), ser perfeita não foi um sucesso, mesmo porque ninguém é.
Agradar... Num determinado ponto da minha vida me senti tão pressionada... percebi que não dá pra agradar todo mundo, mesmo por que isso me desagradava enormemente.
E se os outros não se agradavam de mim isso era com eles, não comigo, porque o outro é espelho.
Essa foi a chave principal da minha mudança. Conversei comigo mesma, faço isso às vezes... Decidi ser quem eu queria ser. Para isso fiz uma lista. Uma lista de qualidades que eu gostaria de desenvolver, porque a maioria delas eu não possuía ou estavam adormecidas dentro de mim.
Comecei o processo. Isso incluía desagradar, enfrentar conflitos, falar o que eu sentia. Devo confessar que no início isso não foi nada agradável. Me sentia ansiosa, tinha taquicardia e um medo que não sabia explicar de quê. Mas segui firme no meu objetivo. Cuidei dos meus aspectos mental, emocional, psicológico, espiritual, físico.
Nada foi instantâneo, óbvio. Parei de assumir responsabilidades que não me cabiam, de querer ajudar quem não queria ajuda (ainda faço às vezes...rs), comecei a cuidar de mim, parar de esperar dos outros o que eu mesma posso me dar.
Adultos podem cuidar de si mesmos, percebi que havia me tornado adulta.
Entendi que os outros tem o direito de não gostar de mim, não desejar minha companhia, não concordar com minhas ideias, e tudo bem. Isso acontece comigo em relação aos outros e tudo bem também.
Tudo isso pra dizer que se hoje me orgulho de quem sou é porque ser como sou hoje, é fruto de muito trabalho comigo mesma, um trabalho difícil, muitas catarses, inúmeras visitas ao fundo do poço, e principalmente, persistência, disciplina e dedicação.
Estar sorrindo, feliz, rodeada de amigos (adorooooo!), tem um custo: nunca me abandonar. Os outros podem se afastar de mim, eu não.
Ah... o vazio. O vazio era de mim mesma.
Mônica Turolla

Coisas óbviasVivemos num tempo onde o natural se tornou digno de nota.Se sou gentil, devolvo troco que recebi a maior, r...
11/08/2022

Coisas óbvias

Vivemos num tempo onde o natural se tornou digno de nota.
Se sou gentil, devolvo troco que recebi a maior, reúno um grupo para auxílio dos menos favorecidos, me torno notícia.
Ora, não é óbvio ser gentil, ser justo, solidário? Não é óbvio tratar os outros como gostaria de ser tratado?

Num tempo onde se clama por um mundo melhor, esquece-se de que o mundo é composto de pessoas e se as pessoas mudarem o mundo mudará. E questões religiosas à parte, tratar o outro como a si mesmo, deveria ser um mandamento a ser seguido.
Importante lembrar que somos seres vibracionais, somos energia, emanamos e recebemos de volta a energia de mesmo teor que foi emanado.

Sendo assim ao nos sentirmos prejudicados não há necessidade de ocuparmos nosso tempo e energia buscando fazer justiça. Ela se fará naturalmente, pois este ‘’ir e vir’’ energético é uma lei.
Que cada um cuide do que faz, que faça consciente, se colocando fora desta mentalidade de ganha/perde, pois na realidade o que funciona mesmo é o ganha/ganha. Quando eu sou feliz eu espalho felicidade ao meu redor, quando sou próspera, eu espalho prosperidade. O que somos se expande e envolve a todos que nos cercam.

Somos mais de sete bilhões de pessoas neste mundo, não há como haver um só ganhador! Todos podemos ganhar! E ganhamos quando somos gentis, compreensivos, compassivos, solidários, amorosos, acolhedores, ganhamos porque isso certamente voltará para nós, ganhamos porque ao agir assim podemos motivar outras pessoas a serem também.

Somos livres para escolher em que tipo de mundo viveremos. Basta para isso agirmos de acordo com a frequência que desejamos sintonizar.
Escolher viver no bem é felicidade!

Mônica Turolla
2020

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