23/02/2025
Lunática, Intensa, Sensível e Errante
Sou filha da lua e dos ventos,
errante na terra,
mas de mão dada ao céu.
Trago no peito um mar revolto,
onde as ondas nunca adormecem.
Lunática nos gestos,
nos pensamentos
Que correm acelerados,
nas ideias entrelaçadas
que dançam incessantemente,
na febre dos sonhos
que nunca se rendem.
Sensível ao mundo,
às dores,
às minhas,
às dos outros,
aos silêncios
que gritam de sufoco,
aos toques,
que ferem e marcam,
aos olhos que não veem
o que arde intensamente
dentro de mim.
Luto contra os meus impulsos,
como fogo que desafia
o vento e a água,
Evitando ser vulcão,
Controlando a erupção,
Mas ardendo,
antes de pensar,
queimando,
antes de temer.
Claramente ERRANTE
porque nunca fui linha recta,
Porque se ajo e ouso
Falho e espalho-me
Tropeço a cada passo,
porque caminho de viés,
Paraliso nos degraus,
caio e levanto-me
e volto a cair
mas sigo.
Sigo sempre.
Renasço demais.
Nado na vida como posso,
solto-me em cada expressão,
respiro fundo e reencontro-me
na arte que me acalma,
no amor que me sustém.
E se o equilíbrio me escapa,
se o mundo me estranha,
se para alguns sou louca,
se a vida me pede menos,
eu dou mais
porque sou lume e sou brisa,
porque sou errância e sou abrigo,
porque sou, inteira e completa,
o caos que abraça a calmaria,
o grito que nasce em sussurro,
a mulher que sente tudo
Aceito a luz e a sombra
que dançam em mim,
sem direção
mas com foco na evolução
E não,
não me encaixo em nada.
Sou do mundo da lua,
- A minha mãe 🌑