Mort Safe

Mort Safe Tafofilia: Atracção por cemitérios, sepulturas, funerais.

O weblog Mort Safe pretende reunir referências e informação sobre a tafófilia, numa tentativa de a difundir e desmistificar, procurando ao mesmo tempo ser uma ferramenta útil a todos aqueles que gostam de passear por cemitérios para observar estatuária, ler epitáfios ou sentir o silêncio.

Surpresa! “Civitas Mortuorum: mimese artística da arquitectura da cidade na arquitectura do cemitério” escrito por mim e...
08/09/2026

Surpresa! “Civitas Mortuorum: mimese artística da arquitectura da cidade na arquitectura do cemitério” escrito por mim e publicado agora pela Verbi Gratia Grupo Editorial Divergência, vai ser lançado na 5.ª Semana Cultural nos Cemitérios.
Para já, está em pré-venda no site da editora: https://divergencia.pt/loja/civitas-mortuorum/

Obrigada a todos que acompanharam e ajudaram a tornar este livro realidade!
Encontramo-nos no lançamento?

“NOLI METUERE IUDICIUM MORTIS“ (Não temas a sentença da morte) é a mensagem inscrita na base do túmulo da família Lavare...
06/09/2026

“NOLI METUERE IUDICIUM MORTIS“ (Não temas a sentença da morte) é a mensagem inscrita na base do túmulo da família Lavarello no Cemitério de Staglieno.
Esculpida por Demetrio Paernio (1851-1914) em 1914, o seu ultimo trabalho antes de morrer, apresenta uma contemplação da Morte, representada pela caveira negra, pousada sobre uma cruz.

Acho que ainda há vagas - poucas! - para o workshop de fotografia/ visita nocturna de dia 8 de Setembro. A primeira part...
01/09/2026

Acho que ainda há vagas - poucas! - para o workshop de fotografia/ visita nocturna de dia 8 de Setembro.
A primeira parte com o fantástico Philippe Gil de Mendonça (autor da capa do Boletim Cultural N.º4) que vai partilhar connosco técnicas e práticas para aplicarmos durante a visita, comigo, logo a seguir.
Tudo no Cemitério dos Prazeres.
Venham conhecer o cemitério de forma diferente e dar espaço à vossa criatividade!

Email de inscrição para [email protected]

30/08/2026

A cidade e a cidade, entrem sombras que invocam a morte e cores fortes que cheiram a vida.
29/08/2026

A cidade e a cidade, entrem sombras que invocam a morte e cores fortes que cheiram a vida.

Nos cemitérios portugueses é comum encontrar jazigos Casa Portuguesa. Habitualmente construídos entre 1910 e 1940 (em Li...
16/08/2026

Nos cemitérios portugueses é comum encontrar jazigos Casa Portuguesa.
Habitualmente construídos entre 1910 e 1940 (em Lisboa começam em 1909 e terminam em 1936), fazem uso dos elementos estéticos que associamos as construções que, fora do cemitério, apelidamos de Casa Portuguesa: alpendres, portas de postigo, janelas de cunhal, floreiras, azulejos e, claro, telhas de barro na cobertura.
Qual foi o meu espanto quando encontrei, no Cemitério Monumental de Turim, um jazigo com alpendre e telhas de barro.
Não era um casa portuguesa, claro, mas seria uma casa italiana? Quão representativa seria de um qualquer movimento arquitectónico em Itália? Não sei, mas achei muito curioso.
Infelizmente, encontrava-se em mau estado e risco de queda, estando a aproximação vedada.

A investigação sobre o jazigo particular número 4426, no Cemitério do Alto de São João levou-me numa viagem curiosa entr...
15/08/2026

A investigação sobre o jazigo particular número 4426, no Cemitério do Alto de São João levou-me numa viagem curiosa entre várias épocas e costumes.
A fotografia das fundações do jazigo (imagem 3) deu o mote para procurar perceber porque motivo Maria Clementina Relvas decidiu fazer um jazigo particular em 1915 que, inclusivamente, foi notícia de jornal.
Fiquei a conhecer com maior detalhe a vida de Clementina e descobri Martina de Bulhões Maldonado, outra interessante mulher da viragem do século XIX para XX, cuja vida se fez entre Lisboa, Luanda e a Índia.
Uma colecção de sete fotos do seu velório ajudou a aprofundar a leitura e a desvendar mais uns quantos mistérios sobre estas mulheres.
Publicado no número 8 do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, também já podem encontrar o artigo completo no meu perfil do Academia.



Imagens 1 e 2 - Arquivo Municipal de Lisboa.
Velório de Martina de Bulhões Maldonado com a presença de Maria Clementina Relvas, 1909, Eduardo Alexandre Cunha.
A partir do artigo do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, N.°8.

Arquivo Municipal de Lisboa.
Fotografia das fundações do jazigo particular número 4426, com Maria Clementina Relvas à esquerda, 1915, Eduardo Alexandre Cunha.
A partir do artigo do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, N.°8.

Jazigo Particular N.° 4426 no Cemitério do Alto de São João, 2026.

Maria Clementina Relvas, Carlos Relvas (1838-1894), 1870.
Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado | Museus e Monumentos de Portugal | Fotógrafo: Luísa Oliveira, 2018.
A partir do artigo do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, N.°8.

Martina de Bulhões Maldonado (1847-1909). Fotografia integrada no seu livro “Duello de morte: crítica aos livros de Guerra Junqueiro e Padre Senna Freitas“ publicado em 1900.
A partir do artigo do Boletim Cultural dos Cemitérios de Lisboa, N.°8.

https://www.academia.edu/171804530/Um_Jazigo_Digno_de_Um_Pr%C3%A9mio_Nobel

Os professores de anatomia do século XIX tinham uma convivência com a morte e o corpo morto diferente dos comuns dos mor...
12/08/2026

Os professores de anatomia do século XIX tinham uma convivência com a morte e o corpo morto diferente dos comuns dos mortais.
Talvez por isso se encontrem, em países diferentes, abordagens que, não sendo iguais, parecem ter a mesma melodia.
Nas primeiras 3 imagens, o túmulo do Dr. Jaume Farreras y Farmis (1845-1907) no Cemitério de Montjüic, em Barcelona; nas 2 seguintes, o túmulo do Dr. Abel Jordão (1833-1874), no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa.
No primeiro, o destaque vai para o esqueleto amortalhado, esculpido com realismo, que repousa sobre o túmulo, como se estivesse a ser estudado numa aula de anatomia, disposto sobre uma mesa de autópsias.
No segundo caso, a mesa de autópsias materializa-se enquanto elemento decorativo, onde se encontram dispostos os “ferros”, instrumentos médicos usados em autópsias e dissecação de cadáveres. Neste caso, em destaque, está um busto do falecido, esculpido a partir da sua máscara mortuária.
Qual é que gostam mais?

A primeira imagem é a obra original de Monteverde que já aqui mostrei e que está no Cemitério de Staglieno, em Génova. A...
09/08/2026

A primeira imagem é a obra original de Monteverde que já aqui mostrei e que está no Cemitério de Staglieno, em Génova. A segunda é a réplica feita também por Monteverde para o túmulo da sua família, onde ele está inumado, no Cemitério de Campo Verano, em Roma.
Apesar da prespectiva não ser exactamente a mesma, permite perceber diferenças de profundidade de alguns dos traços, em especial no rosto, na expressividade dos olhos. É importante também ter em conta o efeito do pó de Génova, que aprofunda e acentua as formas, mas não é só isso.

A primeira imagem é a obra original de Monteverde que já aqui mostrei e que está no Cemitério de Staglieno, em Génova. A...
09/08/2026

A primeira imagem é a obra original de Monteverde que já aqui mostrei e que está no Cemitério de Staglieno, em Génova. A segunda é a réplica feita também por Monteverde para o túmulo da sua família, onde ele está inumado, no Cemitério de Campo Verano, em Roma.
Apesar da prespectiva não era exactamente a mesma, permite perceber diferenças à qualidade e profundidade de alguns dos traços, em especial no rosto, na expressividade dos olhos. É importante também ter em conta o efeito do pó de Génova, que aprofunda e acentua as formas, mas não é só isso.

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