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Investidores que deixam de abrir o aplicativo quando a bolsa cai.Foi isso que três pesquisadores perceberam ao analisar ...
28/10/2026

Investidores que deixam de abrir o aplicativo quando a bolsa cai.

Foi isso que três pesquisadores perceberam ao analisar o comportamento de investidores escandinavos: quando o mercado subia, as pessoas entravam na conta o tempo todo, e quando caía, simplesmente paravam de olhar. Chamaram de “efeito avestruz”.

Agora imagine o dono de uma empresa na última semana do mês.

Ele sabe que o extrato está lá, no aplicativo do banco, e que bastaria um toque para abrir. Só que prefere responder mais um cliente, resolver mais uma pendência, fazer qualquer coisa antes de olhar.

Esse é o primeiro medo, mas está longe de ser o único.

Tem o medo de demitir alguém que trabalha com você há anos, o de aumentar o preço e perder o cliente, e o de descobrir que trabalha mais que todo mundo e ganha menos do que merece. Tem também o medo de dizer em voz alta que não está dando conta, porque o empresário é, em geral, a pessoa a quem todos perguntam como vão as coisas e que raramente ouve a pergunta de volta.

Quase ninguém confessa isso, e por isso cada um acha que é o único.

Só que o medo costuma apontar para exatamente o número que você não está olhando. O que parece enorme dentro da cabeça muitas vezes f**a menor quando vai para o papel, e o que continua grande vira uma decisão que dá para tomar.

Medo não é fraqueza, é só um sinal de onde olhar primeiro.

Qual desses medos é o seu?

Dois dígitos no lugar de quatro.Foi isso que quase derrubou os computadores do mundo na virada do ano 2000. Para economi...
26/10/2026

Dois dígitos no lugar de quatro.

Foi isso que quase derrubou os computadores do mundo na virada do ano 2000. Para economizar memória, os sistemas guardavam o ano com apenas dois números, e na hora em que o relógio marcasse “00” ninguém sabia se a máquina entenderia 2000 ou 1900.

Durante anos, empresas e governos trabalharam para corrigir isso, e no dia 1º de janeiro de 2000 quase nada aconteceu.

Aí veio a parte curiosa: muita gente concluiu que tudo tinha sido exagero.

Não foi. O problema só não apareceu porque alguém se preparou antes.

Agora imagine a reforma tributária.

2026 é o ano-teste, com alíquotas simbólicas, e a transição se estende até 2033. Muito empresário olha para esse calendário e pensa que ainda tem tempo, que isso não é com ele. As notas fiscais, aliás, já têm campos novos para preencher, e quase ninguém sentiu a diferença.

É justamente esse o risco, porque mudança lenta não dá susto, e sem susto a gente deixa para depois. Só que quando a mudança chega de fato, quem já se acostumou com ela atravessa com calma, e quem esperou faz tudo correndo, no meio da operação, com a margem apertada.

Ninguém precisa virar especialista em imposto. Basta perguntar, agora, o que muda no seu caso e quando, enquanto ainda é um assunto e não um problema.

O que você está deixando para quando chegar?

30 de novembro e 20 de dezembro.Essas são as datas que a lei brasileira fixou para o pagamento do 13º salário: a primeir...
21/10/2026

30 de novembro e 20 de dezembro.

Essas são as datas que a lei brasileira fixou para o pagamento do 13º salário: a primeira parcela até o fim de novembro, a segunda até o dia 20 de dezembro.

Faltam poucas semanas, e muito empresário só se lembra delas quando elas chegam.

Imagine que hoje você abre o aplicativo do banco e vê um saldo bom, melhor do que o do mês passado. Vem aquela sensação gostosa de que sobrou, e junto com ela a vontade de fazer alguma coisa com esse dinheiro, seja trocar o equipamento que está velho, comprar mais estoque ou fazer a reforma que estava adiada.

Só que parte desse saldo já foi gasta, e você ainda não percebeu.

O 13º dos seus funcionários não é seu, é deles, e só ainda não saiu da conta. O mesmo vale para as férias que vão vencer, para os encargos que acompanham cada uma dessas folhas e para os impostos que continuam chegando todo mês, mesmo no fim do ano.

Quando o dinheiro já tem dono, mas continua parado na sua conta, ele parece seu, e é daí que vem o susto de dezembro.

Em outubro a empresa gasta como quem tem folga, e em dezembro descobre que o caixa nunca foi tão folgado quanto parecia.

O caminho não precisa ser complicado. Some tudo o que vai sair nos próximos dois meses, divida por semanas e separe esse valor em uma conta à parte, de modo que ele fique lá, intocado, até a data chegar.

O que sobrar depois disso, aí sim, é seu para decidir.

Você sabe quanto do saldo da sua conta hoje já tem dono?

Pense no que São Paulo fez em 2002.Um monumento iluminado de rosa numa noite de outubro.É verdade!Ele acendeu o Obelisco...
19/10/2026

Pense no que São Paulo fez em 2002.

Um monumento iluminado de rosa numa noite de outubro.

É verdade!

Ele acendeu o Obelisco do Ibirapuera para lembrar as mulheres da importância de se cuidar. A ideia pegou, e hoje o mês inteiro virou um lembrete nacional de que descobrir cedo muda tudo.

Se você está com algum exame atrasado, esse é o seu sinal para marcar.

Mas existe uma outra pergunta, que quase ninguém faz neste mês.

Imagine que você é daquelas pessoas que não perde uma consulta, faz exame de rotina e cuida do corpo com atenção, e que a sua empresa, a que sustenta a sua família e a de quem trabalha com você, nunca passou por um check-up.

Ela também dá sinais antes de adoecer, e quase sempre bem antes.

O caixa que vive apertado, mesmo com o faturamento subindo, é um deles. O fornecedor que passa a esperar mais do que deveria, o crescimento que nunca vira sobra e o dono que não consegue tirar uma semana de folga também.

O problema é que, assim como acontece com a saúde, a gente só procura quando já está doendo.

E quando dói, o tratamento costuma ser mais caro, mais demorado e muito mais difícil do que teria sido se o problema tivesse sido visto no começo.

Cuidar de você e cuidar da sua empresa não são tarefas separadas, porque uma depende da outra.

Quando foi a última vez que você fez o check-up da sua empresa?

Nós, brasileiros, sofremos com isso.Mas por que isso acontece?Sérgio Buarque de Holanda explicou isso em Raízes do Brasi...
16/10/2026

Nós, brasileiros, sofremos com isso.

Mas por que isso acontece?

Sérgio Buarque de Holanda explicou isso em Raízes do Brasil, livro de 1936 em que ele descreveu o brasileiro como um “homem cordial”. Cordial, aqui, vem de coração, e a ideia é que a gente tem muita dificuldade de separar a relação pessoal da relação de negócio.

Na prática, você conhece a cena.

Precisa cobrar um cliente, começa a escrever e apaga, reescreve, suaviza e espera o momento certo, que nunca chega. De manhã é invasivo, à noite é falta de respeito, e acaba f**ando para depois do feriado, porque ele deve estar passando por um momento difícil.

Ainda mais quando o cliente é o vizinho, o colega de escola do seu filho ou o cunhado de um amigo, porque aí cobrar parece quebrar uma relação, quando você só quer receber por um trabalho que já entregou.

O curioso é que o desconforto f**a quase sempre de um lado só.

Quem deve raramente perde o sono pensando em quem está esperando, enquanto quem cobra ensaia a mensagem, adia e, no fim, paga as próprias contas com o dinheiro que ainda não entrou.

Os números mostram que isso não é só implicância sua: em julho, a Serasa Experian contou 9,2 milhões de empresas inadimplentes no Brasil, um recorde, e a maior parte era de micro e pequenas.

Ser cordial é uma qualidade que não precisa ser abandonada, mas ela não pode custar o seu caixa.

Cobrar nada mais é que lembrar o combinado.

Você tem essa dificuldade?

Ele não teve professor, aprendeu tudo na marra e não teve a quem perguntar. Ainda assim, ele descobriu um jeito de enten...
12/10/2026

Ele não teve professor, aprendeu tudo na marra e não teve a quem perguntar.

Ainda assim, ele descobriu um jeito de entender o que os negócios que davam certo faziam e aprender com eles.

Com isso, nasceu um grupo de artesãos e pequenos comerciantes que se reunia toda sexta à noite para falar de negócios, nesses encontros, ele fazia uma série de perguntas para guiar as conversas, e algumas eram curiosamente práticas, como se alguém tinha visto um negócio da cidade crescer ou encolher nos últimos tempos e qual era o motivo.

O grupo durou décadas e deu origem, entre outras coisas, à primeira biblioteca por assinatura dos Estados Unidos.

Você provavelmente aprendeu a precif**ar errando o preço, a contratar contratando a pessoa errada e a cuidar do caixa no mês em que o dinheiro não fechou. Cada lição veio com uma conta para pagar, às vezes em dinheiro e muitas vezes em noite mal dormida.

Não tem nada de errado em aprender com a prática, e ninguém vira empresário só lendo livro.

O problema é achar que todo erro precisa ser cometido pela primeira vez por você, quando alguém já viu aquele mesmo filme acontecer em outras empresas e sabe como ele costuma terminar.

A histórica de Franklin nos mostra que, errar sozinho é aprendizado, mas aprender com o erro dos outros é de extrema inteligência.

Você já sabia disso?

Preparar uma aula para calouros sobre um fenômeno complicado da física quântica.Foi isso que Richard Feynman, um dos fís...
09/10/2026

Preparar uma aula para calouros sobre um fenômeno complicado da física quântica.

Foi isso que Richard Feynman, um dos físicos mais importantes do século passado, recebeu uma vez um pedido aparentemente simples de um colega

Ele topou na hora, mas alguns dias depois voltou com uma resposta que pouca gente esperaria de um ganhador do Nobel: não tinha conseguido.

Ele explicou que, se não dava para reduzir aquilo ao nível de um aluno do primeiro ano, era porque nem ele mesmo entendia o assunto de verdade.

Essa ideia vale para muito mais coisa do que física, e vale especialmente para a sua empresa.

Imagine que neste fim de semana, entre um presente e outro, seu filho, sobrinho ou neto vire para você e pergunte, com aquela curiosidade que só criança tem, como a sua empresa ganha dinheiro.

A primeira resposta sai fácil, porque você vende um produto ou presta um serviço e o cliente paga, mas criança não para na primeira resposta e logo vem o próximo porquê.

Qual dos seus produtos dá mais dinheiro? Quanto sobra de verdade depois que você paga todo mundo? Por que tem mês que sobra e mês que não sobra nada?

É aí que muito empresário trava, e não por falta de inteligência ou dedicação, mas porque passou anos tocando o negócio no instinto, olhando o saldo da conta para saber se o mês foi bom e sentindo que está indo bem sem saber exatamente por quê.

Não saber explicar de forma simples costuma ser sinal de que alguma parte da empresa ainda está no escuro, seja o produto que parece vender bem e na verdade só dá trabalho, o cliente que compra muito e paga mal ou o custo que cresceu tão devagar que ninguém percebeu.

A boa notícia é que a criança não precisa de DRE nem de planilha para entender, e você também não. Precisa apenas conhecer seus números a ponto de conseguir contá-los como uma história simples, com começo, meio e fim.

Você já pensou nisso?

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram uma coisa curiosa sobre o jeito como a gente lida com metas.Ele...
07/10/2026

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram uma coisa curiosa sobre o jeito como a gente lida com metas.

Eles analisaram buscas no Google, frequência em academia e compromissos assumidos por milhares de pessoas. O padrão se repetia: a vontade de recomeçar dispara em datas que parecem um marco. Início de ano, começo de mês, segunda-feira, dia seguinte ao aniversário.

Deram a isso o nome de efeito do recomeço.

O que eles não precisaram estudar é o lado B. Se a gente recomeça nos marcos, a gente também desiste perto deles. É aquela sensação de "esse ano já foi, agora só em janeiro".

Outubro é o mês em que muito empresário entrega o ano.

As metas de janeiro f**aram pelo caminho. O faturamento não chegou onde devia. O projeto que ia sair no primeiro semestre ainda está na gaveta. Daí bate o cansaço, e a cabeça faz a conta mais confortável: deixa para 2027, ano que vem eu começo direito.

Só que essa conta tem um erro.

Para a maioria das empresas, os últimos três meses não são as sobras do ano. São a parte mais importante dele. É quando vêm a Black Friday, o Natal e o 13º no bolso do cliente. É também quando saem o 13º, as férias e os impostos de fim de ano do seu caixa. Muita empresa fatura em três meses o que levou seis para fazer, e muita outra quebra em dezembro o que construiu o ano inteiro.

Pouco mais de 80 dias é tempo suficiente para mudar o resultado de um ano. Dá para ajustar um preço que ficou para trás, cortar um custo que cresceu sem ninguém ver, preparar o caixa para o fim do ano e cobrar quem está devendo.

E tem outra coisa: o 2027 que você quer começar em janeiro se constrói agora. Quem só pensa no ano novo quando ele chega já começa atrasado.

Janeiro é um ótimo marco para recomeçar. Mas ele não precisa ser o único.

Se você parasse hoje para salvar 2026, por onde começaria? 👇

O país inteiro ficou de olho na apuração.Hoje cedo, o portão subiu, o funcionário chegou, o cliente mandou mensagem e o ...
06/10/2026

O país inteiro ficou de olho na apuração.

Hoje cedo, o portão subiu, o funcionário chegou, o cliente mandou mensagem e o boleto venceu. Do mesmo jeito que na semana passada.

Em ano de eleição, muito empresário entra num modo silencioso de espera. Segura a contratação "até ver no que dá". Adia o reajuste de preço "até o cenário clarear". Congela aquele investimento "até depois da eleição". E com o segundo turno pela frente, é mais um mês de "vamos ver".

O problema é que esperar também é uma decisão. Só que é uma decisão que ninguém toma de propósito, e por isso costuma ser a pior.

Enquanto você espera, o custo continua subindo, o concorrente continua mexendo e o cliente continua escolhendo. A empresa não f**a parada, ela só f**a sem direção.

Ninguém está dizendo para ignorar o cenário. Juros, câmbio e impostos importam, e um bom planejamento leva tudo isso em conta. Mas existe uma diferença enorme entre considerar o cenário e terceirizar suas decisões para ele.

O que acontece em Brasília não está nas suas mãos. Isto está:

→ o preço que você cobra
→ o dinheiro que você deixa guardado
→ o custo que você corta ou mantém
→ a equipe que você forma
→ o cliente que você atende bem hoje

O país muda devagar. A sua empresa muda com o que você decide esta semana.

Existe uma pesquisa que reuniu diversos estudos sobre o efeito das férias no bem-estar.A conclusão a que ela chegou, inc...
02/10/2026

Existe uma pesquisa que reuniu diversos estudos sobre o efeito das férias no bem-estar.

A conclusão a que ela chegou, incomoda quem espera muito desse período: sim, férias melhoram como a pessoa se sente, mas esse efeito é pequeno e some rápido depois da volta à rotina. Em poucos dias, o cansaço acumulado costuma reaparecer quase como se a pausa nunca tivesse acontecido.

Isso não é motivo para parar de tirar férias.

É motivo para mudar a pergunta que se faz sobre elas. Se o descanso em si dura pouco, o que realmente compensa o tempo fora da empresa não é só a sensação de recarregar energia, é o que se descobre enquanto se está ausente e o que se traz de volta na bagagem.

Ficar longe da operação por um período revela o que só funciona com a presença constante do dono e o que já anda bem sem ele.

Essa informação vale mais do que qualquer descanso passageiro, porque aponta exatamente onde a empresa precisa de mais estrutura. E o repertório que se ganha fora da rotina, ver outro jeito de atender, de cobrar, de resolver um problema, tende a alimentar a ambição de fazer diferente quando o trabalho recomeça.

Talvez o valor real de uma pausa não esteja no descanso, que dura pouco, mas no que ela revela sobre a empresa e no que ela desperta em quem a dirige.

Da última vez que você tirou um tempo fora, o que ficou depois que o descanso já tinha ido embora?

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