23/10/2026
A gente super concorda que a Mais Afro não deveria precisar existir.
Nem ela, nem tantas outras iniciativas criadas por e para mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas negras, pessoas com deficiência, pessoas gordas, com filhos, periféricas, indígenas e quilombolas.
Num país com oportunidades iguais, sem distinção de gênero, raça, sexualidade, corpo ou território, um guia como o nosso seria só mais uma lista.
Mas esse ainda não é o Brasil em que vivemos. Se pessoas negras ganhassem o mesmo que pessoas não negras, mais de R$ 776 bilhões por ano entrariam na economia brasileira (A Voz e a Vez, Instituto Locomotiva e Instituto Feira Preta).
Por isso, a luta por direitos e por condições sociais e financeiras mais justas continua necessária.
E nada disso avança sem d e m o c r a c i a. É nela que existem direita e esquerda, debate, divergência e alternância. E é nela que direitos conquistados não retrocedem.
O Brasil ainda não chegou aonde precisa. E, se ainda não chegou, o caminho é seguir em frente, não voltar atrás.
Somos a favor da democracia, do debate entre ideias diferentes e de um país que não retrocede em direitos. Projetos que ameaçam esses valores não nos representam. E jamais representarão. Pense nisso!