Ilê Asé Yemanjá Bocí Afalomí

Ilê Asé Yemanjá Bocí Afalomí Mãe Vanessa D'Yemanjá
Yalorixá em Ilê Asé Boci Afalomí
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Falar sobre o papel de uma mãe ou pai de santo na vida de um filho de santo exige honestidade, não romantização. Somos a...
04/05/2026

Falar sobre o papel de uma mãe ou pai de santo na vida de um filho de santo exige honestidade, não romantização. Somos adultos pensantes, com cérebros e inteligentes (na grande maioria).

Existe algo que precisa ser dito com clareza: sacrifício pago não é sacrifício. Quando há cobrança, especialmente valores altos, existe uma prestação de serviço. E isso, por si só, não é um problema. Cada pessoa tem o direito de atribuir valor ao seu tempo, ao seu conhecimento e à sua dedicação. O ponto de conflito começa quando essa cobrança vem acompanhada de um discurso de doação, como se não houvesse troca financeira envolvida.

Inclusive, é válido que exista cobrança pelo tempo, pela dedicação e pelo trabalho espiritual. Isso faz parte da realidade de quem vive disso ou escolheu estruturar sua atuação dessa forma. Mas é preciso lembrar de algo essencial: ainda assim, foi uma escolha. Independentemente de dom, missão ou caminho espiritual, ninguém é obrigado a estar ali. Cada mãe e pai de santo escolheu dedicar o seu tempo, escolheu exercer esse papel, escolheu atender, orientar e conduzir. E aquilo que é fruto de escolha não pode depois ser usado como argumento de cobrança emocional.

Não é coerente cobrar por obrigações, manutenção de estadia, materiais e, ao mesmo tempo, exigir gratidão como se tudo tivesse sido feito por amor e renúncia. Quando há pagamento, há uma relação econômica. E numa relação econômica, o pagamento encerra a obrigação principal. O que foi cobrado foi pago. Isso não gera dívida emocional.

Gratidão não nasce da cobrança. Gratidão nasce daquilo que é dado de graça, do tempo oferecido sem preço, da presença verdadeira, do cuidado que não vem condicionado a valores. Onde existe preço, existe serviço. E serviço não pode ser usado como ferramenta para cobrar submissão, fidelidade ou silêncio.

É importante lembrar também de onde vem a nossa ancestralidade. Nossos caminhos espirituais foram construídos em um contexto de exploração, onde pessoas eram obrigadas a servir sem escolha e sem remuneração. Hoje não vivemos mais nessa realidade. Hoje existe escolha. Existe negociação. Existe pagamento. E justamente por isso, não se pode naturalizar práticas que transformam cobrança financeira em cobrança emocional.

Quem escolhe viver a religião como missão pode, de fato, sentir que entrega mais do que dinheiro pode pagar. Isso é legítimo. Mas esse sentimento não pode ser usado para constranger, humilhar ou acusar filhos de ingratidão depois que houve cobrança financeira e pagamento dessa cobrança.

A linha precisa ser clara.
Se é serviço, deve ser tratado como serviço: com respeito, transparência e sem chantagem emocional. Se é doação espiritual, então não há cobrança, e a gratidão surge de forma natural, nunca exigida e se não surge, aí sim, cabe uma cobrança emocional.

Misturar essas duas coisas enfraquece o vínculo, cria confusão e abre espaço para abusos.

Respeito não se impõe pela culpa. E fé não pode ser usada como moeda de cobrança emocional.

Mãe Vanessa D'Yemanjá Bocí Afalomí
Se for compartilhar dê os créditos.

Pessoal, vamos falar com base na lei, não em opinião, ok.Se uma pessoa entra em uma casa, paga integralmente por uma obr...
29/04/2026

Pessoal, vamos falar com base na lei, não em opinião, ok.

Se uma pessoa entra em uma casa, paga integralmente por uma obrigação e essa obrigação é realizada, existe uma relação de prestação de serviço. Essa relação é protegida pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90). Se, ao decidir sair da casa, o filho de santo não autoriza qualquer alteração, e mesmo assim o pai ou mãe de santo resolve, por conta própria, “lavar” ou desfazer a obrigação, isso pode configurar:

⚖️ Descumprimento do serviço contratado (arts. 30 e 35 do CDC);

⚖️ Prática abusiva (art. 39 do CDC);

⚖️ Enriquecimento sem causa (art. 884 do Código Civil).

Isso porque ninguém pode, unilateralmente, desfazer algo que foi pago e simplesmente manter o valor recebido. A Constituição Federal garante a liberdade religiosa (art. 5º, VI), ou seja, cada casa tem seus fundamentos. Porém, essa liberdade não autoriza prejuízo financeiro ou abuso contra quem pagou por um serviço.

Portanto, nesse caso específico:

⚠️ Se a obrigação for desfeita sem o consentimento de quem pagou, há fundamento legal para exigir a devolução dos valores, total ou proporcional, conforme análise do caso.

⚠️ Além disso, dependendo da situação, pode caber até indenização por prejuízo financeiro.

🚫 O que não pode acontecer é: desfazer o que foi pago como forma de punição obrigar a pessoa a gastar tudo de novo ou manter o dinheiro sem entregar o resultado contratado.

Direito é garantia. Quem pagou não pode sair no prejuízo por decisão unilateral de outra pessoa.

Me nego a acreditar que em pleno 2026 as pessoas não busquem se informar sobre seus direitos.

⚠️ Procurem seus direitos, a lei os respalda por um determinado prazo.

⚠️ INFORME-SE!!! ⚠️

Mãe Vanessa D'Yemanjá
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Esse ano mostrou que espiritualidade não é carinho pra ego mimado. Não é colo pra quem não quer mudar.A vida não passa p...
20/12/2025

Esse ano mostrou que espiritualidade não é carinho pra ego mimado. Não é colo pra quem não quer mudar.

A vida não passa pano.

E vamos combinar: a maioria não quer mudar, quer milagre. Quer continuar fazendo tudo errado, mas sem consequência.

Pouca gente teve coragem de olhar pra si e dizer:
“o problema sou eu”.

Essa minoria mudou de vida.
O resto mudou de desculpa.

Esse ano foi cirúrgico: aprende ou cai.
E muita gente caiu.

Vi muita gente discursando sobre verdade, ética, espiritualidade, amor… e vivendo exatamente o contrário disso tudo.

E sabe o que mais incomodou?
Não foi errar — errar todo mundo erra.
O problema foi normalizar o erro, lucrar com ele
e ainda posar de vítima quando a conta chegou.

Pra mim, esse ano deixou algo muito claro:
quem vive de enganar, uma hora se perde na própria mentira.

Mas também vi algo bom.
Uma galera acordando.
Gente cansada de ser feita de otária.
Gente entendendo que não existe caminho aberto
pra quem insiste em andar torto.

Aprendam, a verdade pode doer, mas liberta.

Texto escrito por Mãe Vanessa D'Yemanjá
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