Sobramid Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor. www.sobramid.org

Entre os dias 24 e 27 de junho de 2026, São Paulo será palco do 4th LAPS World Congress, promovido pela Latin American P...
10/06/2026

Entre os dias 24 e 27 de junho de 2026, São Paulo será palco do 4th LAPS World Congress, promovido pela Latin American Pain Society (LAPS), reunindo especialistas e profissionais da saúde de diferentes países para discutir os principais avanços no diagnóstico, tratamento e pesquisa em dor.

Para médicos da dor, residentes, pesquisadores e profissionais envolvidos no cuidado de pacientes com dor, o congresso será uma oportunidade estratégica para ampliar conhecimentos, fortalecer conexões internacionais e acompanhar as tendências que estão transformando a especialidade.

Saiba mais em https://www.lapscongress.com/pt

A atualização contínua é um dos pilares da excelência médica. Nos dias 18 e 19 de junho de 2026, acontece a ###IX Jornad...
10/06/2026

A atualização contínua é um dos pilares da excelência médica. Nos dias 18 e 19 de junho de 2026, acontece a ###IX Jornada de Obstetrícia e Ginecologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, um dos eventos mais tradicionais da área, reunindo especialistas, pesquisadores, residentes e profissionais de saúde para discutir os avanços mais relevantes da especialidade.

Realizada no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP), a jornada promove troca de experiências, atualização científica e debates sobre temas que impactam diretamente a prática clínica e a qualidade da assistência às pacientes.

Uma excelente oportunidade para atualização profissional, networking e compartilhamento de conhecimento científico.

Saiba mais em https://www.jornadasantacasa.com.br/evento/jsc2026/home

A artrite psoriásica é uma doença inflamatória que vai muito além das lesões na pele. Ela pode comprometer articulações,...
05/06/2026

A artrite psoriásica é uma doença inflamatória que vai muito além das lesões na pele. Ela pode comprometer articulações, coluna, tendões, unhas e impactar diretamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes.

Além da dor articular, muitos pacientes apresentam rigidez matinal, fadiga, inchaço nos dedos, dor no calcanhar e dificuldade em atividades simples do dia a dia. Em alguns casos, a dor também pode vir acompanhada de queimação, formigamento e sensibilidade aumentada, mostrando que o sistema nervoso também participa do processo doloroso.

Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes desenvolvem uma dor mais persistente, intensa e espalhada, mesmo quando a inflamação parece controlada. Hoje, sabemos que avaliar os mecanismos da dor faz parte do tratamento moderno da artrite psoriásica.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para preservar mobilidade, função e qualidade de vida, além de reduzir a progressão da doença.

Para o médico da dor, reconhecer os diferentes componentes envolvidos, inflamatório, musculoesquelético e neurossensitivo é essencial para um manejo mais individualizado e eficaz.

A possibilidade de regenerar a cartilagem do joelho sem cirurgia vem despertando grande interesse na medicina regenerati...
01/06/2026

A possibilidade de regenerar a cartilagem do joelho sem cirurgia vem despertando grande interesse na medicina regenerativa e no tratamento da dor articular.

Recentemente, estudos envolvendo hidrogéis biológicos mostraram resultados promissores na tentativa de restaurar estruturas lesionadas da articulação, especialmente em casos de desgaste da cartilagem e artrose.

Para quem convive com dor no joelho, rigidez, dificuldade para caminhar ou limitação funcional, a ideia de recuperar a cartilagem sem necessidade de prótese ou cirurgia parece extremamente animadora. E, de fato, a ciência avança nessa direção. Mas é importante diferenciar expectativa de evidência consolidada.

A cartilagem articular funciona como uma camada protetora entre os ossos, permitindo movimento suave e absorção de impacto. O grande desafio é que esse tecido possui baixa capacidade de regeneração natural. Quando ocorre desgaste ou lesão, o organismo dificilmente consegue restaurar sozinho a estrutura original.

É justamente nesse cenário que os hidrogéis biológicos entram como uma proposta inovadora. Esses materiais biomiméticos tentam reproduzir características da cartilagem natural, criando um ambiente favorável para organização celular, reparação tecidual e integração com o osso subcondral.

Os estudos experimentais mais recentes sugerem que essa tecnologia pode auxiliar na regeneração parcial da cartilagem e melhorar a funcionalidade articular em modelos laboratoriais. Isso representa um avanço importante para futuras terapias voltadas à osteoartrite, lesões condrais e medicina regenerativa ortopédica.

No entanto, é fundamental destacar que os resultados ainda pertencem às fases iniciais de pesquisa. Até o momento, não existe evidência suficiente para substituir tratamentos já consolidados, como fisioterapia especializada, reabilitação, infiltrações, procedimentos intervencionistas ou cirurgias em casos indicados.

O BMA (Bone Marrow Aspirate) tem ganhado espaço na medicina como uma estratégia promissora no tratamento de lesões muscu...
29/05/2026

O BMA (Bone Marrow Aspirate) tem ganhado espaço na medicina como uma estratégia promissora no tratamento de lesões musculoesqueléticas. A técnica consiste na coleta de aspirado de medula óssea, geralmente da crista ilíaca, rico em células-tronco e fatores biológicos com potencial anti-inflamatório e regenerativo.

Na prática clínica, o BMA é utilizado para atuar diretamente no tecido lesionado, contribuindo para a modulação da inflamação e estímulo à reparação tecidual. Sua aplicação guiada por ultrassom permite maior precisão, aumentando a segurança do procedimento e a assertividade terapêutica.

Essa abordagem se insere no contexto da medicina regenerativa, que busca não apenas aliviar a dor, mas intervir nos mecanismos que perpetuam a lesão. É relevante em casos de tendinopatias, lesões ligamentares e quadros degenerativos articulares.

Para o médico da dor, o BMA representa mais uma ferramenta terapêutica, com potencial de atuar na causa da dor e não apenas no sintoma, alinhando-se às abordagens modernas e personalizadas no cuidado do paciente.

A dor da hérnia de disco é uma das principais causas de incapacidade na prática clínica, especialmente quando há compres...
27/05/2026

A dor da hérnia de disco é uma das principais causas de incapacidade na prática clínica, especialmente quando há compressão radicular. Mas um estudo brasileiro trouxe evidências relevantes sobre uma abordagem que já faz parte da medicina da dor: as infiltrações guiadas na coluna.

A proposta é simples e precisa: levar o anti-inflamatório diretamente até a raiz nervosa afetada, atuando no foco da dor. Em vez de um efeito sistêmico amplo, o tratamento é localizado, com melhor controle da dose e menor exposição a efeitos colaterais.

Isso é importante porque, em muitos casos, a hérnia de disco pode regredir naturalmente ao longo do tempo. O desafio é controlar a dor nesse período.

Nesse contexto, a infiltração funciona como uma ponte terapêutica: reduz a inflamação, melhora a mobilidade e permite que o paciente avance na reabilitação.

No estudo, com 99 pacientes, cerca de 85,9% apresentaram desfecho clínico positivo após 6 meses, permanecendo sem dor radicular e evitando cirurgia nesse período.

Mas é fundamental reforçar: nem toda hérnia exige o mesmo manejo. A indicação deve ser individualizada, baseada em avaliação clínica criteriosa.

Para o médico da dor, o ponto central não é apenas aliviar o sintoma, mas criar condições para a recuperação funcional do paciente.

A boa notícia é que, com estratégia e acompanhamento adequado, a maioria dos casos pode evoluir sem necessidade de cirurgia.

Uma dor de cabeça diferente aparece, mais intensa, mais persistente, e qual costuma ser a primeira reação? Muitas vezes,...
22/05/2026

Uma dor de cabeça diferente aparece, mais intensa, mais persistente, e qual costuma ser a primeira reação? Muitas vezes, minimizar. Associar a uma ressaca, a uma noite mal dormida ou ao estresse do dia a dia.

Foi o que aconteceu com uma jovem adulta em Boston (EUA) que, após alguns dias com dor de cabeça intensa, procurou atendimento e foi diagnosticada com trombose venosa cerebral (TVC), um quadro grave que pode evoluir rapidamente.

A TVC é um tipo raro de AVC que ocorre quando um coágulo impede a drenagem adequada do sangue no cérebro, como um “engarrafamento” nas veias cerebrais. Isso leva ao aumento da pressão, podendo causar inchaço, lesão do tecido cerebral e até sangramentos.

Embora seja incomum, estudos mostram maior ocorrência em mulheres jovens, especialmente na presença de fatores de risco como o uso de anticoncepcionais combinados (com estrogênio), além de condições como alterações de coagulação, tabagismo e hipertensão.

Isso não significa que o uso desses medicamentos seja perigoso para todas, mas reforça a necessidade de avaliação médica individualizada, conforme recomendam as diretrizes.

O ponto mais importante é reconhecer os sinais de alerta:
uma dor de cabeça que foge do padrão habitual, mais intensa e persistente, nunca deve ser ignorada.

Na medicina da dor, entender quando a dor é apenas um sintoma e não o diagnóstico final, pode fazer toda a diferença.

Evidências recentes mostram que produtos com alto teor de THC oferecem apenas redução discreta da dor, ao mesmo tempo em...
19/05/2026

Evidências recentes mostram que produtos com alto teor de THC oferecem apenas redução discreta da dor, ao mesmo tempo em que aumentam a incidência de efeitos adversos.

Na prática clínica, a melhora observada foi inferior a 1 ponto na escala de dor (0–10) em muitos pacientes. Embora exista algum benefício analgésico, ele vem acompanhado de eventos como tontura, náuseas e sedação, o que limita sua aplicabilidade em diversos perfis de pacientes.

Já o CBD, amplamente considerado uma alternativa mais segura, apresentou efeito praticamente nulo na analgesia quando utilizado com baixa proporção de THC, reforçando a complexidade do uso terapêutico da cannabis.

Esses achados destacam a importância de uma abordagem baseada em evidências na medicina da dor. A cannabis medicinal pode ter seu papel, mas deve ser indicada de forma criteriosa, com avaliação individualizada, objetivos bem definidos e acompanhamento rigoroso.

Para o médico da dor, o desafio não é apenas buscar alívio, mas equilibrar eficácia e segurança em cada decisão terapêutica.

A Pós-Graduação em Terapia Antálgica do A.C.Camargo Cancer Center surge como uma resposta estratégica para a formação de...
12/05/2026

A Pós-Graduação em Terapia Antálgica do A.C.Camargo Cancer Center surge como uma resposta estratégica para a formação de especialistas preparados para atuar em casos complexos, com abordagem multidisciplinar, prática clínica supervisionada e foco em medicina baseada em evidências.

O programa integra ensino, pesquisa e assistência dentro de um dos maiores centros de referência em oncologia da América Latina. Além disso, atende aos requisitos para obtenção do Certificado da Comissão Mista em Dor da Associação Médica Brasileira (AMB), fortalecendo a formação técnica e científica dos profissionais.

Com duração de dois anos, a especialização oferece uma carga horária ampliada, superior à de uma residência padrão na área, proporcionando maior segurança técnico-profissional e desenvolvimento clínico aprofundado.

A formação também estimula autonomia médica, pensamento crítico e liderança acadêmica, preparando especialistas para os desafios atuais da Medicina da Dor.

O programa é destinado a médicos especialistas ou com residência reconhecida pelo MEC/CNRM em áreas como Anestesiologia, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia, Reumatologia, Clínica Médica, Medicina Física e Reabilitação, entre outras especialidades relacionadas.

A evolução da Medicina da Dor exige atualização constante, formação sólida e prática clínica qualificada. E o cuidado especializado faz toda a diferença na vida de quem convive diariamente com a dor.

Para saber mais acesse o link https://ensino.accamargo.org.br/terapia-antalgica-dor-p638

A radiofrequência pulsada (PRF) tem papel consolidado na medicina, especialmente no manejo da neuralgia do trigêmeo, uma...
11/05/2026

A radiofrequência pulsada (PRF) tem papel consolidado na medicina, especialmente no manejo da neuralgia do trigêmeo, uma das condições neuropáticas mais incapacitantes na prática clínica.

Um estudo recente com análise de seguimento de longo prazo (Kaplan-Meier) em 149 pacientes trouxe dados relevantes sobre a eficácia do método, destacando um ponto crucial: a influência da voltagem e da duração do PRF nos desfechos clínicos.

Wan et al. concluíram que o PRF de longa duração e alta voltagem no gânglio trigeminal pode melhorar a dor da neuralgia do trigêmeo secundária ao herpes zoster, melhorando a qualidade de vida e reduzindo a dose de anticonvulsivantes ao longo de 6 meses de acompanhamento. Esses autores mencionaram que os pacientes toleraram uma voltagem máxima entre 60 e 90 V.

Recentemente, uma técnica bipolar de alta voltagem também foi descrita para gerenciar a dor da neuralgia do trigêmeo, com radiofrequência aplicada no gânglio trigeminal, podendo ser uma opção entre PRF e outras técnicas neurodestrutivas ou procedimentos cirúrgicos.

Uma alta voltagem e a duração do PRF são importantes do procedimento, influenciando os resultados. Porém, é importante indicar nos estudos o nível de voltagem utilizado nos pacientes com recorrência. Além disso, é imprescindível esclarecer se uma voltagem padrão foi aplicada nos pacientes que passaram por uma segunda tentativa de PRF e se a voltagem foi aumentada gradualmente conforme a tolerância do paciente.

Com o objetivo de agregar maior valor a este importante estudo, correlacionando os resultados obtidos com outros já publicados na literatura, contribuindo para o manejo da neuralgia do trigêmeo.

Em seu consultório, você ajusta parâmetros como voltagem e duração na radiofrequência para melhorar os resultados clínicos?

*Departamento de Manejo da Dor, Centro Médico Zambrano Hellion, Tecnológico de Monterrey, Escola de Medicina e Ciências da Saúde, Monterrey, Nuevo León, México

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Campinas, SP

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