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Quando o INCC sobe, a conversa no mercado vira sempre a mesma: culpar o cimento, o aço, o fornecedor, o cenário.Só que o...
18/09/2026

Quando o INCC sobe, a conversa no mercado vira sempre a mesma: culpar o cimento, o aço, o fornecedor, o cenário.

Só que o índice não escolhe empreendimento. Ele cai igual sobre quem planejou e sobre quem improvisou. O que muda o resultado não é quanto o material subiu. É quanto da sua obra ainda estava em aberto no momento em que ele subiu.

Uma decisão estrutural fechada com base no modelo, meses antes da compra, transforma a alta em número previsível. A mesma decisão adiada para o canteiro transforma a alta em conta que chega na medição, quando já não há alternativa barata para corrigir.

O preço é o mesmo para os dois. A exposição a esse preço, não. Ela foi definida lá atrás, na mesa de projeto, muito antes da primeira concretagem.

É por isso que dois prédios idênticos, com o mesmo terreno e a mesma planta, entregam margens diferentes. A diferença não está no mercado e sim em onde cada incorporadora decidiu resolver o custo.

Enquanto o setor discute o índice, quem controla margem discute o projeto.

Antes de olhar a próxima cotação, olhe para dentro: quantas das suas decisões de custo ainda estão em aberto? Comenta aqui onde a sua margem costuma escapar primeiro.

Quando um projeto chega ao canteiro com pendência, o custo não aparece no orçamento. Aparece na margem, no cronograma e ...
15/09/2026

Quando um projeto chega ao canteiro com pendência, o custo não aparece no orçamento. Aparece na margem, no cronograma e na conversa difícil com o cliente.

A maioria das coordenações para nesse ponto: recebe as disciplinas, sobrepõe, entrega um modelo unif**ado e considera o trabalho feito. Juntar projetos é a parte fácil. O que define o resultado da obra é o que vem antes disso.

Cada frase deste carrossel é uma decisão que a Canteiro AEC tomou antes da primeira concretagem. Apontar diversos conflitos com o projeto ainda no papel é o que separa uma obra previsível de uma obra que vira surpresa. Travar o início até compatibilizar, dizer que uma solução vai gerar retrabalho, mostrar a divergência entre projeto e orçamento, recomendar refazer o modelo. Nenhuma dessas decisões é confortável no momento, mas todas f**am mais baratas do que a correção no concreto.

É aí que a compatibilização deixa de ser tarefa técnica e vira controle de risco de negócio. O incorporador contrata saber, com antecedência, onde a obra ia doer, para decidir no controle e não no improviso.

Antes de entregar o modelo, a gente entrega previsibilidade. O resto da obra é consequência.

Sua última obra teve alguma surpresa que, olhando pra trás, começou lá no projeto?

Quando um projeto chega ao canteiro com pendência, o custo não aparece no orçamento. Aparece na margem, no cronograma e ...
15/09/2026

Quando um projeto chega ao canteiro com pendência, o custo não aparece no orçamento. Aparece na margem, no cronograma e na conversa difícil com o cliente.

A maioria das coordenações para nesse ponto: recebe as disciplinas, sobrepõe, entrega um modelo unif**ado e considera o trabalho feito. Juntar projetos é a parte fácil. O que define o resultado da obra é o que vem antes disso.

Cada frase deste carrossel é uma decisão que a Canteiro AEC tomou antes da primeira concretagem. Apontar 47 conflitos com o projeto ainda no papel é o que separa uma obra previsível de uma obra que vira surpresa. Travar o início até compatibilizar, dizer que uma solução vai gerar retrabalho, mostrar a divergência entre projeto e orçamento, recomendar refazer o modelo. Nenhuma dessas decisões é confortável no momento, mas todas f**am mais baratas do que a correção no concreto.

É aí que a compatibilização deixa de ser tarefa técnica e vira controle de risco de negócio. O incorporador contrata saber, com antecedência, onde a obra ia doer, para decidir no controle e não no improviso.

Antes de entregar o modelo, a gente entrega previsibilidade. O resto da obra é consequência.

Sua última obra teve alguma surpresa que, olhando pra trás, começou lá no projeto?

Existe uma falsa escolha que aparece toda vez que uma cidade decide crescer: preservar o que já existe ou abrir espaço p...
14/09/2026

Existe uma falsa escolha que aparece toda vez que uma cidade decide crescer: preservar o que já existe ou abrir espaço para o novo. Florianópolis vive isso agora, e a resposta que costuma vencer é a mais fácil, não a mais inteligente.

Espalhar a cidade sobre novas áreas parece progresso, mas cobra caro depois. Cada bairro novo em região sem infraestrutura signif**a rede de água, esgoto, energia, mobilidade e serviços começando do zero. É investimento público e privado para replicar aquilo que o Centro já tem instalado há décadas.

O Centro de Florianópolis carrega infraestrutura consolidada, transporte, comércio e serviços em um raio caminhável. Mesmo assim, definha. O movimento contraintuitivo, e tecnicamente mais defensável, é reconstruir a cidade sobre ela mesma antes de empurrá-la para a próxima encosta.

Quem trabalha com projeto sabe que retrofit e adensamento qualif**ado são mais complexos que o terreno vazio. Exigem leitura precisa do que existe, compatibilização com estruturas antigas, decisões que equilibram viabilidade e valor de longo prazo. Dá mais trabalho. Costuma dar melhor resultado.

Crescer não é o problema. O problema é crescer sem critério, tratando expansão e preservação como lados opostos quando, na prática, a melhor engenharia mora exatamente no encontro dos dois.

O Márcio desenvolveu esse raciocínio por inteiro no artigo completo, com os argumentos que não cabem em um carrossel. Acesse a versão completa no link da bio.

Na década, isso era tecnologia de ponta.No Terminal Rita Maria, em Floripa, a cobertura foi construída com 144 blocos de...
12/09/2026

Na década, isso era tecnologia de ponta.

No Terminal Rita Maria, em Floripa, a cobertura foi construída com 144 blocos de concreto de 24 toneladas cada. Para posicioná-los, foi necessário trazer um guindaste da Alemanha. Arquitetura brutalista projetada na prancheta.

Agora imagine executar essa estrutura sem modelo 3D, detecção de interferências ou simulação da sequência de montagem. Cada encaixe dependia do desenho. E qualquer incompatibilidade podia aparecer quando o guindaste e a equipe já estavam no canteiro.

A obra deu certo. Mas esse modo de construir e projetar das décadas passadas deixaram uma lição que continua atual: tudo o que não é resolvido no projeto reaparece na execução em forma de retrabalho, aditivo e prazo estourado.

Hoje, as interferências seriam identif**adas nos modelos BIM, o planejamento e orçamento seriam feitos com precisão.

A diferença entre a construção dos anos 80 e a de hoje não está apenas nas ferramentas. Está no momento em que o problema é descoberto:

No canteiro, quando já virou custo.
Ou no modelo, quando ainda é um clique.

Isso é Gestão da Construção Virtual: decidir com dados antes de o concreto endurecer.

E a sua obra: ainda descobre os problemas no canteiro ou já os resolve no modelo?

24/08/2026

A Sagrada Família costuma ser lembrada pela sua estética. Do ponto de vista de projeto, o que ela representa é outra coisa: um dos maiores estudos de compatibilização e resolução estrutural já feitos, conduzido durante mais de um século sem nenhuma das ferramentas que hoje consideramos básicas.

Gaudí trabalhava com maquetes físicas e modelos pendurados por cordas justamente porque precisava enxergar o comportamento das cargas antes de construir. Aqueles modelos funcionais invertidos eram, na prática, uma simulação estrutural analógica. Ele estava resolvendo esforços de compressão e distribuição de carga com barbante e peso, décadas antes de qualquer análise por elementos finitos existir.

Hoje esse mesmo raciocínio acontece no modelo digital. A geometria complexa que ele desenhava à mão seria modelada de forma paramétrica, os esforços seriam validados em análise estrutural e as incompatibilidades entre arquitetura, estrutura e instalações apareceriam na coordenação, antes de virarem retrabalho no canteiro. O planejamento do processo construtivo, que na época era resolvido no decorrer da obra, entraria já na fase de projeto.

O BIM não teria tornado a Sagrada Família menos genial. Teria dado a Gaudí, em semanas, respostas que ele levou anos para obter no ensaio físico. A intenção de projeto continua vindo do arquiteto. O que muda é o tempo entre imaginar uma solução e ter certeza de que ela se sustenta.

Alguns números que ajudam a dimensionar a obra: construção iniciada em 1888, 172 metros de altura alcançados em 2025 (a igreja mais alta do mundo e o edifício mais alto de Barcelona), quase 5 milhões de visitantes por ano e a expectativa de concluir grande parte da estrutura externa em 2026, no centenário da morte de Gaudí.

Projetos complexos sempre existiram. O que mudou foi a capacidade de antecipar o erro antes que ele custe obra.

Nenhuma obra comum tem 140 anos para acertar no tentativa e erro. Por isso simular no modelo deixou de ser luxo. Onde sua empresa ainda resiste a isso?

Depois de realizarmos a construção virtual do empreendimento, iniciamos agora uma nova etapa ao lado da Cota Empreendime...
19/08/2026

Depois de realizarmos a construção virtual do empreendimento, iniciamos agora uma nova etapa ao lado da Cota Empreendimentos : transformar o modelo em obra.

No canteiro, as fundações e a movimentação de terra marcam o momento em que as cotas definidas no projeto se tornam escavações, rebaixamento do lençol freático e volumes reais de solo. É nessa fase que a compatibilização demonstra seu valor: decisões bem resolvidas no ambiente virtual evitam retrabalhos, paralisações e custos não previstos durante a execução.

A presença em campo também revela aspectos que a tela não mostra: a sequência executiva das fundações especiais, os limites dos equipamentos, a interface entre o que foi projetado e o que pode ser executado, além dos pontos que exigem atenção antes da concretagem.

O modelo BIM orienta e antecipa decisões. O canteiro valida, complementa e transforma essas informações em realidade. Quando projeto, coordenação e execução caminham juntos, construímos com mais segurança, precisão e eficiência.

A construção começou no ambiente virtual. Agora, começa a ganhar forma no canteiro.

11/08/2026

Tratar BIM como software é o erro que trava a discussão dentro de construtoras e incorporadoras. Enquanto o foco f**a na ferramenta, o que realmente muda nos projetos passa despercebido: a forma como as disciplinas conversam entre si.

No processo tradicional, a arquitetura é aprovada pelo cliente e só depois entregue às engenharias. Quando a estrutura entra, ela impõe ajustes que obrigam a arquitetura a ser revisada. A base validada deixa de existir. As instalações repetem o ciclo, e cada disciplina empurra o projeto de volta para a prancheta.

Esse retrabalho tem custo: horas de equipe, atraso de cronograma e o risco de uma interferência escapar para a obra, onde corrigir custa muito mais caro.

O modelo federado inverte a lógica. Ao unif**ar arquitetura, estrutura e instalações em um único ambiente 3D, o construtor e o proprietário acompanham cada lançamento no momento em que ele acontece. A validação deixa de ser um evento único e passa a ocorrer etapa por etapa, antes que o conflito vire problema físico.

BIM como processo antecipa a compatibilização para a fase em que corrigir ainda é barato. A tecnologia sustenta o método, mas quem gera valor é a coordenação que ele torna possível.

Envie esse vídeo para quem ainda trata BIM apenas como software.

05/08/2026

Repare que uma das lajes aparece em azul no meio de um pavimento-tipo todo padronizado. Tem uma razão técnica por trás dessa cor diferente.

Nos pavimentos-tipo, o entrepiso de 3,24 se repete porque a densidade de instalações é previsível. Na transição, entra terraço, drenagem e impermeabilização diferenciada, e as instalações passam com maior densidade. Por isso o entrepiso sobe para 3,60.

Se mantivesse 3,24 nesse pavimento, não haveria espaço suficiente entre a laje e o forro para tudo que precisa passar ali. O forro desceria para acomodar as instalações, reduzindo o pé-direito final. E isso num andar alto, que tem maior valor agregado e onde essa perda pesa mais no produto.

Padronizar entrepiso é eficiência. Saber onde quebrar a padronização é competência técnica.

Esse trecho faz parte de um vídeo mais completo no nosso YouTube, onde explicamos essa decisão em detalhe. Vale assistir para entender o raciocínio inteiro.

Você já teve que rebaixar forro por conta de uma transição não prevista em projeto?

04/08/2026

Modelo estrutural entregue não é sinônimo de modelo estrutural validado.

É comum receber projetos com excesso de vigas de transição e pilares com múltiplas seções, muitas vezes sem que ninguém questione se aquela configuração realmente se justif**a. Cada viga de transição a mais representa custo, complexidade de execução e, com frequência, perda de área útil ou de pé-direito em pavimentos que poderiam ter uma solução mais limpa.

No gerenciamento, validamos o projeto estrutural por meio de um conjunto de regras que testam a coerência das decisões técnicas: número de vigas de transição, modulação das seções de vigas e pilares, largura e altura dos elementos e o FCK adotado em cada situação. Não é revisão superficial, é uma leitura crítica do que está sendo proposto.

No empreendimento mostrado, de grande porte e uso misto (residencial e comercial), a validação resultou em apenas três vigas de transição, concentradas em três pavimentos e voltadas exclusivamente para resolver a circulação da garagem. A análise das seções de pilares e dos concretos utilizados (FCK 35 e FCK 40) confirmou que as definições faziam sentido dentro do contexto da obra.

O ponto central: quando você valida antes de executar, decisões estruturais deixam de ser aceitas por inércia e passam a ser justif**adas tecnicamente. Isso protege o CAPEX da obra e preserva a valorização do produto.

Antes de aprovar um modelo, vale a pergunta: cada elemento estrutural do seu projeto está ali porque precisa estar, ou porque ninguém validou?

Como sua equipe valida as decisões estruturais antes de liberar o projeto para execução?

Endereço

R. Cristóvão Nunes Píres, 110/sala 503/Centro, Florianópolis/SC, 88010/120
Florianópolis, SC
88015-240

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