Getulina/SP

Getulina/SP Getulina é uma cidade localizada ao Oeste do Estado de São Paulo, com uma distância de 444km da C Sua população estimada em 2006 é de 10.554 habitantes.

Antiga povoação de Getulina, no município de Lins, foi elevada à distrito pela Lei 2153 de 14/12/1926. O município foi criado pelo Decreto 7028 de 25/03/1935, sendo instalado em 23/05/1935.

É um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º47'55" sul e a uma longitude 49º55'43" oeste, estando a uma altitude de 487 metros. Possui uma área de 675,4 km². O município é f

ormado pela sede e pelos distritos de Macucos e Santa América

Sua população estimada em 2006 era de 10.554 habitantes. Dados do Censo - 2000
População total: 10.370
Urbana: 7.534
Rural: 2.836
Homens: 5.579
Mulheres: 4.791
Densidade demográfica (hab./km²): 15,35
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 14,72
Expectativa de vida (anos): 71,84
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,38
Taxa de Alfabetização: 87,09%

DADOS CENSO 2010
POPULAÇÃO: 10.765 habitantes
POPULAÇÃO URBANA: 77 %
Fonte: Censo Demográfico 2010. DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 16 habitantes/km²
EXTENSÃO TERRITORIAL: 678 km²
Fonte: IBGE Cidades 2010. PIB: 145.848 mil reais
PIB PER CAPITA: R$ 13.533

Endereço

Getulina, SP

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Nossa História

A presente página possui a finalidade de rememorar a história de Getulina/SP, conhecida carinhosamente como “Cidade Sorriso”

Getulina é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º47'55" sul e a uma longitude 49º55'43" oeste, estando a uma altitude de 487 metros. Sua população estimada em 2006 é de 10.554 habitantes. Possui uma área de 675,4 km². A ORIGEM No início do século, a extensa região atualmente cortada pela Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, figurava nos mapas geográficos apenas como ZONA DESCONHECIDA. Por volta de 1890, os paulistas desbravadores já haviam chegado a Bauru, e aí pararam, mas só por algum tempo, para se refazer dos esforços e prosseguir a caminhada mata adentro. Insetos famintos e agressivos habitavam as baixadas sombrias nos beirais de lagoas mortas, nas margens alagadiças dos cursos fluviais, tornando a densa vegetação de árvores colossais, cipós estranguladores e tabocais, intransponível e temerosa. O SERTÃO DESCONHECIDO DA NOROESTE Indivíduos mais ousados com grande espírito de aventura, munidos apenas de um facão mateiro, ou um trabuco de eficiência duvidosa, empreendiam corajosas entradas, por vezes até o Ribeirão Batalha e até mesmo às margens do Rio Feio, buscando riquezas naturais e solo fértil para abrigar culturas de café, o OURO NEGRO. Para barrar- lhes os passos, havia ainda o maior adversário - o BUGRE - dono imemorial de todas essas paragens. Um projeto do deputado Paulo Cândido apresentado na Câmara Federal, foi o primeiro a propor a construção de uma estrada de ferro – CAMINHO DE FERRO, como era popularmente conhecida - que ligasse a capital do país à cidade do Mato Grosso.

O AVANÇO DA FERROVIA E assim, a 15 de novembro de 1904, chegaram a Bauru, homens trazidos de Pederneiras, Agudos e Dois Córregos, que empunhando foices, machados, picaretas, enxadões e os mais variados instrumentos, deram início a abertura da estrada de ferro. Enquanto uma parte dos homens concentrava seu trabalho de abertura das matas ao longo do terreno balizado para o recebimento dos trilhos, outra turma se embrenhava sertão àdentro, abrindo os primeiros caminhos da civilização e desvendando os mistérios da ZONA DESCONHECIDA. As dificuldades eram imensas, as febres malignas e os ataques dos índios causavam pesadas baixas na equipe de construção do caminho de ferro. As lendas de trucidamento em massa executados pelos índios, que eram transmitidos de pessoa para pessoa, causavam arrepios nos trabalhadores das turmas, que manejavam as ferramentas em constante estado de alerta. À medida que a estrada avançava a cor do solo que era branca, foi mudando para vermelha e barrenta, muito adequada à agricultura. O primeiro trecho de 92 km foi inaugurado em setembro de 1906, com a presença do Ministro da Viação, Dr. Lauro Muller, que emprestou seu nome à estação da ponta da linha. No dia em que a turma de trabalhadores chegou às margens do rio Douradinho, em sua confluência com o Córrego Barbosa, efetuaram uma derrubada destinada ao plantio de café. Naquela clareira estava lançado o germe da cidade de ALBUQUERQUE LINS, denominação essa dada em homenagem ao então Presidente do Estado, hoje conhecida simplesmente como LINS. OS ÍNDIOS DA REGIÃO Sinais de queimadas gigantescas eram observadas,principalmente nos trechos mais avançados em direção ao Rio Feio, cujas margens eram habitadas pelos índios COROADOS, que se notabilizaram como perversos e briguentos. Pois eram eles que tinham a prática de atear fogo aos campos, como tática para barrar avanços de outros grupos de índios, com os quais viviam em guerra. Duas nações indígenas habitavam essa região: os COROADOS, nome que os homens brancos deram aos índios que tosavam o cabelo a modo dos japoneses e os GUARANIS, que cortavam os cabelos à “Nazareno”. Mencionam- se ainda como nação distinta, os CAIGANGS, mas que alguns historiadores classificam como os mesmos GUARANIS. O dialeto dos CAIGANGS compunha-se de umas 500 palavras, algumas delas adaptadas à nossa língua. Exemplos: Gôio (água), bâguê (grande), nome de um córrego que os brancos modificaram para Goymbê, por fim Guaimbê e que tempos depois iria dar nome à vizinha cidade Gavanhery e Vencaia eram duas jovens da nação CAIGANG, cujos nomes, inegavelmente bonitos, ficaram eternizados nas denominações de dois córregos, afluentes do rio Feio. Em outubro de 1917, um grupo de engenheiros dirigidos por Florindo Beneducci e chefiados pelo Dr. Aristides Mercês, chegou às margens do Rio Feio para dividir as terras do Espólio do Dr. Bernardino de Campos.

FUNDAÇÃO DO POVOADO Foi justamente nas terras do herdeiro Carlos de Campos que o Dr. Mercês fundou um patrimônio que o tempo se encarregou de chamar GETULINA, em homenagem à companheira do fundador. Localizado as margem esquerda do Córrego Gavanhery e direita do Lambary, o patrimônio foi erguido por Aristides Mercês e seus companheiros Alfredo Marcondes Cabral, Pompeu e Luís Antônio de Souza Queiros. Derrubando matas, abrindo caminhos floresta adentro, deram início à construção da estrada de rodagem para Lins e após para Garça. A primeira residência construída no patrimônio foi a do Dr. Aristides Mercês, de madeira, no local onde atualmente se encontra o Banco do Brasil. Rapidamente apareceram outras edificações, sendo que a primeira a ser construída com tijolos, foi a do Natal Biondo Mengato, também na Rua Carlos de Campos. A primeira missa campal foi celebrada em 1922,pelo Padre João Carelli, então vigário da Paróquia de Lins, onde hoje está situada a Igreja Matriz. Em 1925 foi erguido o primeiro Cruzeiro, fato importante para a época, sendo posteriormente construída a Capela de São João Batista em terreno doado por João Pedro Rebuças de Carvalho, cuja inauguração se deu a 24 de outubro de 1926.