26/07/2019
Hoje é o dia dos avós e não há meios de pensar em uma casa e não se lembrar de casa de vó. Casa de afeto, comida gostosa, café da tarde com xícaras combinando e mesa farta. Móveis antigos e objetos com história. Casa de amor.
Eu não conheci meu avô paterno e tão pouco o materno. Homens de coragem, empreendedores que foram a luta vender seus produtos, mas que por algumas dificuldades pelo caminho não foram tão longe com seus negócios. Não os conheci fisicamente, mas sinto a coragem e a força que chega até mim. Não os conheci, mas conheci suas esposas, mulheres de garra que hoje tento humildemente mantê-las perto de mim através da minha sala, Linda Maria.
Linda era minha vó materna, mulher de rodinhas nos pés. Mesmo sem saber ler, era uma mulher que gostava de movimento em sua vida. Vivia viajando para casa de seus filhos. Ficava um pouco na casa de um, na casa do outro, chegava e dali um tempo começava a sentir seu corpo pedindo por movimento “ Me deixa na estação que eu vou, ou, eu tô indo, você me pega na estação?”. Pelo tempo que os trens carregou passageiros por suas linha ferroviárias no sentido interior, lá estava ela, sentada em um dos seus vagões. Com ela aprendi a organizar as malas e pegar a estrada.
Maria era minha vó paterna, mulher pequeninha e com uma força do tamanho do mundo, teve várias surpresas ao longo da vida onde seu coração precisou ser muito forte e foi!. Era com ela que eu e minha irmã ficávamos enquanto meu pai ia trabalhar. Não sabia demonstrar afeto através de palavras e contato físico, mas doava seu amor através do cuidado. Sempre recorria a ela quando meu pai queria brigar comigo, e ela claro, sempre me protegia. Com ela aprendi a alegria de montar uma mesa. Sempre começo por ali, quando recebo uma visita.
É lindo o quanto eles são marcantes em nossas vidas. Olhar para suas histórias é chegar mais perto da nossa. Conhecimentos passados de geração em geração.
Olhe para a sua casa e a sua forma se relacionar com ela e certamente encontrará seus avôs.♥️👴🏼👵🏼
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