12/04/2026
Quando eu resolvo que eu quero, eu quero do meu jeito! Mas parece que só eu quero assim. E assim, não tem no mercado… Sempre foi o meu modo de estar no mundo.
Em 2026, celebro 25 anos de formação na Universidade de Moda e Estilo, mas a verdade é que minha alma começou a criar, costurar, bordar, muito antes.
Por volta dos 8 anos, no ritmo nostálgico da máquina da minha mãe, aquela de pedal, eu costurava e não tenho certeza se entendia o que sentia: Roupa não é apenas pano, é autoexpressão e autoconfiança materializada.
Minha trajetória foi de muita tentativa e erro em um empreendedorismo inocente e intuitivo, guiado pelo prazer do fazer:
✨Das bijuterias na infância aos chapéus da moda na adolescência, e a criação de roupas com qualquer retalho;
✨Dos sonhos da recém formanda com a confecção de roupas de nylon ao “tudo junto agora” da vida e as bolsas de upcycling que me salvaram e me sustentaram por muito tempo;
✨Da técnica necessária na indústria, do chão de fábrica ao olhar de estilista chefe na empresa de moda;
✨Sem contar nas inúmeras produções de moda, desfiles e matérias para a imprensa especializada.
Cada movimento foi um exercício de ler o espírito do tempo e de autoexpressão.
Migrar para a sala de aula (professora no Senac), até finalmente, me consolidar como Estrategista em Imagem, tem sido uma longa linha , nem sempre linear, na minha trajetória.
Hoje, não olho apenas para o que as mulheres vestem, mas para a mensagem única que elas desejam imprimir no mundo.
A criação autoral é isso: é ter a coragem de colocar um pouco de si em tudo o que faz.
Depois de décadas, o frio na barriga ao criar algo tão “eu” — que dá vontade de vestir e de viver — continua exatamente o mesmo.
Afinal, a estratégia só é poderosa quando respeita a verdade de quem a carrega.
Estilo é identidade.
OBS.: Se você ainda tem algo, biju, chapéu, bolsa, roupa que eu fiz, por favor, me manda uma foto?🙏🏼