06/04/2026
O Yōga é uma tradição que valoriza a prática constante e o desprendimento como base para a evolução. No Yōga Sutra, Patañjali afirma que abhyása (prática) e vairágya (desapego) são os meios para suprimir as instabilidades da consciência. Quando isso ocorre, o observador reconhece sua verdadeira natureza; caso contrário, identifica-se com as flutuações da mente.
Essas instabilidades — corretas, equivocadas, imaginadas, oníricas ou memorizadas — são reguladas por esses dois princípios. No Bhagavad Gita, Krishna reforça essa ideia ao afirmar que a mente, embora inconstante, pode ser conduzida pela prática e pela impassibilidade.
Abhyása refere-se à repetição disciplinada ao longo do tempo, que produz estabilidade mental. Vai além da prática formal e se estende à forma como conduzimos a atenção e as ações no cotidiano. Ao repetir padrões de forma consciente, é possível transformar condicionamentos e evoluir a partir das experiências.
Vairágya, por sua vez, é o desapego em relação aos estímulos, desejos e padrões que mantêm a mente instável. Não implica necessariamente renúncia material, mas um estado mental de menor dependência e maior discernimento.
Ambos são complementares: a prática exige renúncia, e o desapego sustenta a prática. Quando integrados, tornam-se uma atitude contínua da consciência, consolidando o Yōga como um caminho de estabilidade.
Em abril, esta é a ênfase das práticas nas sedes físicas da Umåna, tanto no formato presencial quanto online: cultivar estabilidade por meio da repetição consciente e da redução das dispersões.
Obs.: No dia 25 de abril, viva o Urban Yōga: um dia inteiro dedicado à experiência de um retiro urbano, com prática, estudo, convivência e boa alimentação.