15/09/2026
Algumas experiências não são lembradas apenas como fatos do passado. Elas continuam vivas nas reações, nos medos, nos bloqueios e nas respostas automáticas que aparecem sem muita explicação. A pessoa até pode dizer que “já passou”, mas o corpo e as emoções ainda agem como se aquilo estivesse acontecendo.
Isso é mais comum do que parece. Traumas podem deixar marcas que se manifestam em forma de alerta constante, dificuldade de confiar, hipervigilância, ansiedade ou sensação de ameaça mesmo em situações seguras. E nem sempre a pessoa consegue ligar isso de imediato a uma experiência antiga.
É por isso que o processo terapêutico é tão importante. Ele ajuda a dar nome ao que ficou guardado, a reorganizar a forma como a experiência é percebida e a diminuir o peso que ela continua exercendo no presente.
Psicóloga Vanessa Gulinelli
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