16/03/2025
Encaminhei uma representação ao Procurador-Geral da República solicitando a abertura de investigação sobre a construção da Via Metropolitana Norte, estrada de 43 quilômetros que cortará uma área de floresta nativa da Amazônia no Pará.
A obra, justificada como necessária para a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para novembro de 2025, pode resultar no desmatamento de 168 hectares de floresta, equivalente a 168 campos de futebol.
Isso nos faz questionar quais os reais interesses por trás do projeto. Pode haver riscos de grilagem, invasões ilegais e exploração predatória na Amazônia, além de possíveis violações ao Acordo de Paris.
Cadê os artistas de outrora, aqueles paladinos da Amazônia que faziam caretas fingidas? Onde se meteram agora que o machado corta a floresta sob o aplauso hipócrita de um governo que, se fosse o de Bolsonaro, teria essa corja de pseudoativistas em transe histérico, gritando contra o ‘ecocídio’? Essa estrada é só mais um totem erguido à glória dos abutres de sempre, que devastam a natureza com uma mão e posam de salvadores com a outra.
A representação pede que o MPF apure irregularidades e intime autoridades do Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, governo do Pará, Prefeitura de Belém e CGU para esclarecimentos.