18/03/2026
O mercado industrial global está enfrentando um choque de oferta sem precedentes. O tungstênio base para a fabricação do metal duro viu seus preços dispararem em uma curva vertical que começou no segundo semestre de 2025 e atingiu seu ápice neste início de 2026
A China detém cerca de 80% da produção global de tungstênio e é a maior exportadora de metal duro. Alguns dos principais fatores para o aumento nos preços:
1. Em fevereiro de 2025, Pequim incluiu o tungstênio em sua lista de "minerais críticos" (ou metal raro) controlando rigorosamente a exportação, citando segurança nacional e preservação de recursos.
2. No início de 2026, os estoques sociais de produtos de tungstênio na China caíram para o nível mais
baixo em cinco anos
3. Aumento das tensões comerciais e a imposição de tarifas (especialmente por parte dos EUA) levaram a China a priorizar seu mercado interno e setores estratégicos, como defesa e energia limpa.
O Brasil é um grande consumidor de metal duro, essencial para a fabricação de ferramentas de corte (pastilhas, fresas e brocas) utilizadas na Embraer (Aeroespacial), na indústria automotiva e na Petrobras (perfuração).
Desafios para a Indústria Brasileira
Repasse de Custos: Ferramentas de usinagem que representavam um custo fixo previsível agora sofrem reajustes mensais. Pequenas e médias empresas de ferramentaria estão com dificuldade de manter margens.
Setores Mais Atingidos no Brasil
• Mineração e Construção;
• Usinagem de Precisão;
• Automotivo.
Conclusão e Tendências para 2026
Especialistas apontam que o mercado de tungstênio entrou em um "superciclo". A tendência é que os preços se estabilizem em patamares elevados, sem retornar aos níveis de 2024. A busca por reciclagem de metal duro (sucata de pastilhas) tornou-se a estratégia número um para empresas brasileiras que tentam mitigar a dependência da China.