27/10/2026
Depois de semanas de eleição, muita gente saiu do almoço de família com a sensação de estar discutindo com a própria mãe. Ou com o próprio pai.
E talvez estivesse mesmo.
A gente costuma prestar atenção no que a família dizia. Nas ideias, nas crenças, nas opiniões. E jura que nunca vai pensar igual.
Mas o que passa de uma geração para outra nem sempre está nas palavras. Às vezes está no tom de voz. Na pressa de ter razão. Na dificuldade de escutar. É o recheio do bolo da família, que continua lá mesmo quando a gente troca a cobertura.
Perceber isso não é motivo de culpa. É o primeiro passo para escolher, de verdade, o que você quer levar adiante.
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