Manuel cansado das desilusões profissionais, decidiu montar uma sociedade no ramo de borrachas com mais dois amigos. Porém antes mesmo do início das atividades, os dois desistiram, deixando sozinho o Sr. O amigo que entendia do ramo selecionado, e que estava empregado não prosseguiria dizendo que estaria trocando o certo pelo duvidoso, que tinha um salário fixo e que ali não saberia quando teria o
mesmo valor! O amigo que tinha o capital para investir, sabendo da desistência do companheiro, claro não teria outra atitude, senão desfazer a sociedade que nem sequer tinha começado de fato, já que somente o Sr. Manoel Joaquim Simões que nada entendia de borracha, nada tinha para investir, e só estava entrando com a única e simples vontade de trabalhar estaria disposto a continuar. Que frustração não? Mas, graças à dedicação e perseverança serem tão grandes que o Sr. Manuel não renunciou, não era só isso que iria tirá-lo dessa empreitada tão sonhada. Surgiu então uma grande idéia: chamar o único filho que estava empregado como vendedor na extinta Vicente J. Tavares, uma tradicional firma importadora de alimentos, o qual já conseguia ótima colocação como vendedor, e que na época sustentava seus pais e seus avós com seu salário, já que o pai não havia progredido em várias sociedades anteriores. A resolução foi acertada, quando Álvaro Simões, trocou o certo pelo duvidoso, nesta época com apenas 18 anos, em arriscar-se na aventura com o pai. A dificuldade neste empreendimento foi muito grande, eram muitas dívidas, muitas contas a pagar, muito pouco a receber, nenhum capital, muito trabalho muitos finais de semana com dedicação exclusiva ao negócio, idas as fábricas às vezes com três viagens diárias a capital para atender aos clientes que necessitavam da mercadoria com urgência. E o tempo foi passando com crescimento contínuo, aquisição da sede própria, muito investimento em mercadorias e muito trabalho. Porém, infelizmente este homem que teve esta audácia, este ânimo, toda a garra, todo interesse em progredir, gerando empregos, teria sua trajetória ceifada pelo tempo aqui entre nós. Em 1984, ele parte e deixa sozinho seu querido filho e sócio então com 31 anos. Nada fácil esta continuidade sem o seu pai, grande amigo e sócio, com quem podia contar em todos os momentos de sua vida, mas com a mesma garra que teve o pai, o Álvaro continuaria. Os resultados deste trabalho estão presentes nas duas lojas, uma em Santos, outra em São Paulo, com 50 funcionários diretos e 10 indiretos, com mais de 30 mil itens, área construída de 4.000 m² com a mesma determinação em crescer, progredir e gerar empregos.