13/02/2022
Cupido e Psiquê - Antonio Canova
Porque o amor não funciona sem confiança…
Psiquê, segundo o livro Metamorfoses, do autor romano Apuleio (125 – 180), era uma princesa tão linda que todos os habitantes do seu reino lhe prestavam homenagens como se fosse uma deusa.
Tomada pela inveja, Vênus, a deusa do amor e da beleza, ordena a seu filho, Cupido, a punição de tamanho atrevimento. Ocorre que o jovem deus também se encanta com a formosura daquela mortal e sucumbe a uma paixão incontrolável. Psiquê foi transportada pelo deus do vento, Zéfiro, a um luxuoso palácio de pedras preciosas, no qual recebia todas as noites a visita secreta de um ser misterioso na total escuridão, ao qual se entregava, sob a condição de não identificar o seu rosto. Dominada pela curiosidade de conhecer amante tão gentil, Psiquê descobre que se tratava do belo e jovem Cupido, mas este foge e brada: “o amor não sobrevive sem confiança”. Vênus descobre toda a trama e retoma o plano de castigar Psiquê, inflingindo-lhe tarefas cruéis. Na última delas, Psiquê é obrigada a ir ao inferno para trazer um frasco sem, no entanto, jamais abri-lo. Novamente a curiosidade a domina e, ao abrir o objeto misterioso, deixa escapar os eflúvios do inferno que lhe jogam em um sono mortal. Agora é a vez de Cupido reaparecer na história para resgatar a donzela com um toque de sua flecha. Tomando-a em seus braços, Cupido a leva para o Olimpo, onde os deuses já haviam deliberado em favor do casamento de ambos, transformando-a também em uma deusa. (Projeto Humanarte) "Psyché ranimée par le ba**er de l'Amour", Antonio Canova, 1787-1793 © RMN - Grand Palais (Musée du Louvre) / René-Gabriel
Happy Valentine’s day ! 💕
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