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21/05/2026
22/04/2026

Um curso para ensinar o fisioterapeuta a tratar

A minha Carta ao Editor, “Methodological Transparency in Comparing Digital Care and In-person Physiotherapy”, foi aceite...
13/04/2026

A minha Carta ao Editor, “Methodological Transparency in Comparing Digital Care and In-person Physiotherapy”, foi aceite para publicação na Archives of Physical Medicine and Rehabilitation.

A carta analisa os resultados do estudo “Economic Impact of Digital Musculoskeletal Care Versus In-person Physical Therapy: A US Claims Analysis of Health Care Utilization and Outcomes”, conduzido pela Sword Health, com foco na transparência metodológica na descrição dos protocolos de tratamento.

Garantir metodologias claras e reprodutíveis é essencial para o rigor científico, a correta interpretação dos resultados e a segurança dos pacientes.

O artigo está disponível para download gratuito.

Seria muito importante enriquecer esta discussão com a perspetiva da empresa, especialmente considerando que os autores declinaram o direito de resposta.

Fico aberta ao debate e às diferentes perspetivas da comunidade científica e clínica.

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07/04/2026

A credibilidade científica não é uma questão de opinião. É uma questão de método, transparência e responsabilidade.

Hoje, é fácil publicar, citar estudos e usar termos técnicos. Isso cria uma ilusão de autoridade. Mas um artigo científico só tem valor quando cumpre critérios básicos: hipótese clara, metodologia adequada, mensuração objetiva, análise crítica dos resultados e, principalmente, possibilidade de ser reproduzido.

Nem tudo o que está publicado é confiável. Revistas com baixa exigência metodológica, conflitos de interesse não declarados e interpretações exageradas são problemas reais. A ciência não falha apenas por falta de dados, falha também por excesso de conclusões sem sustentação.

Um ponto crítico é a diferença entre o efeito observado e o mecanismo comprovado. Ver um resultado não significa entender como ele acontece. E, sem medir diretamente o que se afirma, qualquer conclusão torna-se especulação.

Na área da saúde, isso é ainda mais grave. Protocolos são aplicados, tecnologias são vendidas e pacientes são expostos com base em evidências frágeis ou incompletas. Repetir algo muitas vezes não o torna verdade.

Credibilidade exige rigor. Exige questionamento. Exige coragem para dizer: não sabemos ainda.

O papel do profissional sério não é defender uma técnica. É defender o paciente. E isso começa com uma leitura crítica da ciência.

Se não há medição objetiva, não há evidência sólida. Se não há evidência sólida, não há promessa que se sustente.

Ciência não é marketing. E saúde não pode ser baseada em narrativa.

05/04/2026

Apresentei no ISCG 2026 uma análise crítica sobre as cadeiras de campo magnético.

A pergunta é simples: onde está a medição objetiva da contração dos músculos do pavimento pélvico durante o estímulo magnético?

Após analisar mais de 100 artigos, não encontrei evidência direta dessa medição. Sem quantificação objetiva, não há validação.

Este não é um caso isolado. Já vimos padrões semelhantes na Theranos, na crise dos opioides e nas malhas cirúrgicas utilizadas em ginecologia, com consequências graves para milhares de pessoas.

Quando a ciência é usada para a promoção de produtos comerciais sem metodologia clara, quem assume o risco são os pacientes.

Não é sobre rejeitar inovação. É sobre exigir rigor.

Vídeo completo disponível no YouTube Dra. Laira Ramos.

Link na bio

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At ISCG 2026, I presented a critical analysis of magnetic field chairs.

The question is simple: where is the objective measurement of pelvic floor muscle contraction during magnetic stimulation?

After reviewing more than 100 articles, I found no direct evidence of this measurement. Without objective quantification, there is no validation.

This is not an isolated case. We have seen similar patterns with Theranos, the opioid crisis, and surgical meshes used in gynecology, all with serious consequences.

When science is used to support commercial claims without clear methodology, patients carry the risk.

This is not about rejecting innovation. It is about demanding rigor.

Full video available on YouTube.

03/04/2026

(Após muitos pedidos, partilho o vídeo amador da minha palestra sobre as cadeiras magnéticas.
Vídeo oficial: contactar ‪ )

As empresas estão a usar má ciência para promover os seus produtos?

Trago um tema preocupante, com impacto direto na segurança dos nossos pacientes: o uso da ciência e das publicações científicas para fins comerciais e promoção de produtos.

Levanto também outra questão grave: artigos científicos a serem publicados sem verificação adequada e sem uma metodologia clara e transparente.

Nesta apresentação no ISCG 2026, mostro a minha análise de mais de 100 artigos sobre cadeiras de campo magnético, que afirmam induzir contrações dos músculos do pavimento pélvico superiores às voluntárias e com maior eficácia do que a fisioterapia.

No entanto, não encontrei nenhum estudo que tenha medido diretamente a contração dos músculos do pavimento pélvico durante o uso destas cadeiras. As publicações são feitas sem o rigor científico necessário e sem validação objetiva.

Este problema não se limita a este contexto. Já vimos situações semelhantes na Theranos, na crise dos opioides e nas malhas cirúrgicas utilizadas em ginecologia, todas com consequências graves.

Um artigo sem metodologia clara e transparente não produz resultados confiáveis.

“A estatística é a arte de manipular os números para obter os resultados desejados.”

27/03/2026

Este vídeo ilustra o movimento dos músculos do pavimento pélvico. Durante a contração, estes músculos apresentam um deslocamento ventral e cranial, conduzindo a uretra, a va**na e o â**s em direção à sínfise púbica, com consequente elevação dos órgãos pélvicos.

O deslocamento posterior da bexiga ocorre devido ao deslizamento associado à menor sustentação na sua porção superior, de acordo com a lei da inércia, descrita na primeira lei de Newton.
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This video illustrates the movement of the pelvic floor muscles. During contraction, these muscles exhibit ventral and cranial displacement, directing the urethra, va**na, and a**s toward the p***c symphysis, with consequent elevation of the pelvic organs.

The posterior displacement of the bladder occurs due to sliding associated with reduced support in its superior portion, in accordance with the law of inertia described in Newton’s first law.

14/03/2026

Venho ao ISCG desde 2018. Sou a fisioterapeuta entre médicos e, desde o primeiro ano, fui sempre recebida com muito carinho e respeito por todos.

Este é um congresso onde a ciência e os resultados são mais importantes do que a política.

Obrigada, Marco, pela confiança. Adoro a maneira como me apresenta.


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I have been attending the ISCG since 2018. I am the physiotherapist among physicians, and since the first year I have always been treated with great respect and kindness by everyone.

This is a congress where science and results matter more than politics.

Thank you, Marco, for your trust. I truly appreciate the way you introduce me.

Tenho o prazer de partilhar que a minha Carta ao Editor foi aceite para publicação na revista científica Archives of Phy...
13/03/2026

Tenho o prazer de partilhar que a minha Carta ao Editor foi aceite para publicação na revista científica Archives of Physical Medicine and Rehabilitation, uma das mais importantes na área da reabilitação.

O objetivo da carta foi solicitar transparência científica nos protocolos de tratamento utilizados em estudos que comparam fisioterapia digital com fisioterapia presencial.

Infelizmente, Sword Health, a empresa referida optou por não apresentar resposta antes da publicação.

Isto levanta uma questão importante:
Como são desenvolvidos protocolos de fisioterapia quando a liderança da investigação não inclui fisioterapeutas?

Desenvolver tratamentos de fisioterapia exige conhecimento específico: escolher os exercícios corretos, definir intensidade, progressão e raciocínio clínico para cada patologia.
Digitalizar exercícios não é o mesmo que desenvolver tratamentos de fisioterapia.

Ao analisar os artigos científicos patrocinados pela empresa, encontrei 34 estudos sobre fisioterapia digital, mas apenas 2 descrevem claramente os protocolos de tratamento, permitindo replicação científica.

A replicação independente é um princípio fundamental da ciência.

Sem transparência metodológica, não é possível validar resultados. E, acima de tudo, os pacientes merecem tratamentos baseados em evidência rigorosa e verificável.

Continuo aberta ao diálogo e terei todo o gosto em receber uma resposta da Sword Health.
A ciência avança com transparência, debate e verificação independente.

Dra. Laira Ramos, PhD

ATENÇÃOOs músculos elevadores do â**s apresentam uma forma em U. Essa anatomia não é um detalhe; é determinante para uma...
01/03/2026

ATENÇÃO

Os músculos elevadores do â**s apresentam uma forma em U. Essa anatomia não é um detalhe; é determinante para uma avaliação adequada.

Quando se utiliza uma sonda com eletrodos direcionados para a parede anterior da va**na numa análise de eletromiografia, esses eletrodos ficam predominantemente em contacto com a uretra e com a bexiga; não com os músculos do pavimento pélvico. Portanto, afirmar que essa captação representa a atividade muscular exige cautela. Se o eletrodo não estiver sobre o músculo do pavimento pélvico, não estará a medir a sua atividade elétrica.

Anatomia importa. Precisão é fundamental.

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ATTENTION

The levator ani muscles have a U shape. This anatomy is not a minor detail; it is decisive for proper assessment.

When a probe with electrodes directed toward the anterior va**nal wall is used for electromyography analysis, these electrodes are predominantly in contact with the urethra and the bladder, not with the pelvic floor muscles.

Therefore, claiming that this signal represents muscle activity requires caution.

If the electrode is not positioned over the pelvic floor muscle, it is not measuring its electrical activity.

Anatomy matters. Precision is fundamental.



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