Região de Lafões

Região de Lafões Facebook oficial de AGIMPURA - Agência de Impulso Regional. Official page of AGIMPURA - Agência de Impulso Regional. Pedro do Sul e Vouzela.
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Território

A região de Lafões situa-se em pleno coração da Beira Alta e é constituída pelos concelhos de Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela, que representam uma unidade geográfica característica, "um pequeno retalho do Minho em plena região montanhosa da Beira Central". De acordo com Amorim Girão, em 1925, no "Guia de Portugal", "Lafões abrange a quase totalidade dos concelhos de S. Pe

dro do Sul, Vouzela e Oliveira de Frades e ainda uma pequena área dos concelhos de Viseu (parte das freguesias de Bodiosa e Ribafeita), Castro Daire (parte das freguesias de Alva e Gafanhão) e Sever do Vouga (freguesias de Cedrim e Couto de Esteves)". No entanto, quer em termos de organização de serviços do Ministério da Agricultura, quer na delimitação da região vitivinícola, quer no reconhecimento generalizado por parte das populações, a "Região de Lafões" é naturalmente identificada apenas pelos concelhos de Oliveira de Frades, S. O nome Lafões, ou como se dizia antigamente Alafões, tem origem, de acordo com David Lopes, numa palavra árabe que significa «os dois irmãos». Esta designação era aplicada a dois montes Lafão e Castelo, que constituem a parte mais setentrional da serra do Caramulo. A região é limitada a Norte pelo maciço da Gralheira (S. Macário, Arada e Manhouce) e a Sudoeste pela serra do Caramulo, sendo banhada por dois rios, o Vouga e o Alfusqueiro, e pelos seus afluentes. A paisagem da região caracteriza-se pela profundidade do leito dos rios, que origina curvas e meandros bastante encaixados e pelo relevo bastante irregular com declives acidentados. Estas características explicam o facto de, em geral, as terras serem armadas em socalcos. A localização entre o Atlântico e o interior do território nacional confere à região características particulares em termos de clima, podendo falar-se de um micro-clima, um clima de transição entre o marítimo e o continental, beneficiando dos ventos húmidos do oeste que penetram toda a região pelo vale do Vouga. A precipitação é abundante durante a maior parte do ano o que leva a que a escassez da água no Verão seja moderada. Em termos geológicos, na região dominam três tipos: os graníticos calcoalcalinos, os granitos profiroides e os xistos-grauváquicos. Estes tipos de massas dão origem a dois tipos principais de solos: os cambissolos húmidos de granitos e os luvissolos órticos de xistos de relevo acentuado. Numa visita à região é impossível não reparar no domínio do verde, onde predomina o pinheiro bravo, mas onde se encontram também os prados e lameiros verdejantes e as videiras ( as vinhas de “enforcado”), presentes em toda as propriedades. Os terrenos mais planos e profundos e os de sequeiro são utilizados para a agricultura, especialmente para o cultivo de cereais. A maior parte dos solos, cerca de 72%, tem características que lhe conferem uma aptidão especial para a floresta. Os pinhais têm um papel muito importante na região, pois neles se desenvolve um sub-bosque constituído por uma vegetação herbáceo-arbustiva semelhante à dos terrenos incultos que proporcionam óptimas pastagens para os animais. Estas condições propícias à pecuária fizeram desenvolver a actividade, sendo esta, desde há muito, uma das bases de subsistência de agricultores. Texto extraído da obra Desenvolvimento da região de Lafões - Edição IERU

Endereço

Largo Da Cerca Nº 1 1º Esquerdo
São Pedro Do Sul
3660-503

Informação geral

História Na região de Lafões , os primeiros vestígios reveladores da presença do Homem remontam ao Megalítico. Uma das marcas dessa altura é o Dolmén de Antelas (concelho de Oliveira de Frades) que, na opinião de muitos, tem as mais belas pinturas megalíticas de Portugal. Um outro legado interessante é a Pedra Escrita (Serrazes – S. Pedro do Sul), um penedo de granito em que numa das faces, a planta, se encontram gravuras geométricas. Por volta do ano 1000 a.C., a região era habitada por povos que construíam os seus povoados fortificados no cimo dos montes – os castros. Dois exemplos desses povoados fortificados são o castro da Cárcoda (Carvalhais – S. Pedro do Sul), que terá sido fundado na altura do Bronze Final e sobrevivido até à época Romana e o castro da Senhora da Guia (Baiões – S. Pedro do Sul) cuja fundação data do séc. VIII a.C. A chegada dos romanos à região provocou alterações significativas na vida da população local. Com ela a agricultura e a exploração mineira sofreram um grande impulso, apostou-se na ligação do interior ao litoral através de uma rede viária e construíram-se as Termas. Desta presença romana encontram-se ainda alguns vestígios, de entre os quais se podem destacar as Termas Romanas (Várzea – S. Pedro do Sul) e várias vias Romanas – Via de S. Tiaguinho, Cajadães e Ral (S.Vicente de Lafões – Oliveira de Frandes), Via de Arcozelo e de Maçarocas (concelho de S. Pedro do Sul), entre outras. Da idade Média restam ainda algumas construções , nomeadamente a torre medieval de Cambra, cuja construção remota, provavelmente, à Baixa Idade Média. A região de Lafões tem uma particularidade curiosa: durante alguns séculos ela era apenas um concelho mas com duas “cabeças” as vilas de S. Pedro do Sul e de Vouzela. No “Portugal Antigo e Moderno” faz-se menção a dois concelhos (S. Pedro do Sul e Vouzela) em que as autoridades administrativas eram comuns. Alguns historiadores defendem que Lafões recebeu o seu primeiro Foral de D. Dinis em 1280 e mais tarde, em 1514, um novo por D. Manuel. Amorim Girão, no seu livro “Antiguidades Pré-Históricas de Lafões”, afirma que o concelho de Vouzela ou Lafões foi instituído a 13 de Maio de 1436 por D. Duarte, e era composto por 44 freguesias e 13 coutos. As opiniões sobre a história medieval de Lafões não são, no entanto, unânimes: alguns historiadores defendem que a primeira capital de Lafões foi a vila do Banho, e que esta terá recebido foral em 1152 por D. Afonso Henriques , o qual terá sido confirmado em Outubro de 1217. Outros ainda concordam com o facto de a vila do Banho ter tido foral mas apenas depois de 1152. Nos decretos de Mouzinho da Silveira datados em 1832 (16 de Maio) relativos à primeira organização administrativa do país surge pela primeira vez a referência a três concelhos, S. Pedro do Sul, Oliveira de Frades e Vouzela (este último designado Lafões). Nesta altura, a área geográfica da região era diferente da actual, tendo sofrido várias alterações até 1874, data em que ficou aproximadamente com os limites que hoje se conhecem. Texto extraído da obra Desenvolvimento da região de Lafões - Edição IERU

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